Tia de jovem morto por policial civil no DF: “Atirou para matar”

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O luto e a indignação marcam a vida de Ivoneide Matos, tia e madrinha do jovem universitário João Gabriel Matos da Silva, de 20 anos, que perdeu a vida em um trágico incidente no Recanto das Emas. Ela afirma, com dor e revolta, que o policial civil envolvido “atirou para matar” quando João Gabriel apenas dava carona a um amigo.

Em uma entrevista emocionante na 27ª Delegacia de Polícia, Ivoneide relatou que o jovem foi alvo de disparos inesperados. “O policial ficou nervoso e, sem razão aparente, atirou por trás. O tiro atravessou o braço do meu sobrinho e atingiu seu corpo”, recordou, destacando o sofrimento do rapaz ao chão, ainda respirando e pedindo socorro. O agente impediu que alguém se aproximasse para ajudar.

João Gabriel, estudante de tecnologia da informação na Estácio, era a alegria da família e o único filho. No dia do incidente, ele havia estado ajudando o pai em reformas em casa, antes de ser tragicamente abatido. “O policial tirou a vida do meu sobrinho sem motivos”, disse Ivoneide, clamando por justiça.

A fatalidade ocorreu na Quadra 509 do Recanto das Emas, enquanto o policial, em um carro descaracterizado, abordou João Gabriel e seu amigo. De acordo com testemunhas, o policial gritou para que descesse da moto, mas, sem identificá-lo como autoridade, o jovem acelerou, levando ao disparo que resultou em sua morte instantânea.

Indignação e dor se transformaram em protesto. Durante a perícia no local, amigos e familiares prestaram homenagens e clamaram por justiça, criticando a “ação desastrosa” do policial até então não identificado. O clima de revolta tomou conta da comunidade, que se reuniu em frente à delegacia para expressar sua indignação.

As manifestações seguiram intensas, refletindo a dor profunda e a busca por responsabilidade. A tristeza pela perda de João Gabriel ressoa em toda a vizinhança, onde sua memória será honrada por todos que o conheciam.

Você também se sente indignado com a violência que ronda nossa sociedade? Compartilhe sua opinião e vamos juntos clamar por justiça!

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