Exército israelense intensifica ofensiva em Gaza nesta quinta-feira

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Na quinta-feira (21), o Exército israelense acentuou sua ofensiva na Cidade de Gaza, buscando eliminar o último grande bastião do Hamas na região. Com bombardeios intensos e operações em andamento, cinco divisões estão mobilizadas, e mais 60 mil reservistas devem ser convocados. Esse avanço ocorre em meio à espera pela resposta do governo de Benjamin Netanyahu a uma proposta de trégua, aceita pelo Hamas, que facilitaria a libertação de reféns israelenses.

As forças militares de Israel afirmam que já controlam as áreas ao redor da Cidade de Gaza. Um plano autorizado pelo gabinete de segurança de Netanyahu visa a tomada militar da cidade e de campos de refugiados adjacentes, pretendendo desarmar o Hamas e libertar os reféns. Também foram divulgadas informações de que 49 reféns permanecem em cativeiro, enquanto 27 são considerados mortos, um trágico legado do ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que resultou na guerra.

A crise humanitária se agrava. Com o cerco a mais de dois milhões de habitantes da Faixa de Gaza, Israel controla 75% do território, e as operações militares desencadearam um número alarmante de mortes e deslocamentos. Muitas áreas, como Zeitoun e Al Sabra, enfrentam bombardeios sem trégua, levando moradores a buscar refúgio em locais mais seguros. Um residente desabafou: “A casa tremeu a noite toda. O som das explosões está nos matando.”

O ministro da Defesa, Israel Katz, deu sinal verde para a ofensiva na Cidade de Gaza, enquanto se aguarda a decisão final de Netanyahu com seu gabinete. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha expressou sua preocupação, classificando a intensificação das hostilidades como “intolerável”, aumentando o sofrimento do povo gazzense. A ONU também alertou que as consequências humanitárias podem ser devastadoras, forçando moradores a deslocamentos forçados, o que resulta em ainda mais vulnerabilidades.

O Hamas, que aceitou a proposta de cessar-fogo, denunciou a operação como um “desprezo flagrante” pelos esforços dos mediadores. A proposta de acordo, que busca a libertação de 10 reféns vivos em troca de um cessar-fogo de 60 dias, se baseia em um plano previamente validado por Israel. O clima de incerteza e tensão continua a reinar enquanto os desdobramentos da situação em Gaza se desenrolam.

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