Bloqueio do FPM atinge seis municípios; cidades ficam sem repasse até regularização

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O terceiro decêndio de agosto do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que totaliza R$ 4,7 bilhões, será transferido nesta sexta-feira (29). No entanto, seis cidades brasileiras estão com o repasse bloqueado no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), do Tesouro Nacional.

Quando um município é bloqueado no Siafi, a prefeitura não pode receber transferências da União, independentemente do tipo de ajuda. Para resolver essa situação, o assessor de orçamento, Cesar Lima, recomenda que os gestores municipais identifiquem rapidamente as causas do bloqueio e tomem as medidas necessárias para retomar o recebimento dos repasses.

Ele ressalta que é importante que os municípios entrem em contato com a União para entender o motivo do bloqueio. Isso pode envolver a regularização de alguma pendência, seja através do parcelamento de dívidas ou do cumprimento de obrigações legais.

Esse bloqueio impacta diretamente as administrações municipais, pois impede o envio de recursos federais essenciais para serviços básicos como saúde, educação e transporte.

Municípios Bloqueados

Até 26 de agosto, as seis cidades impedidas de receber os valores do fundo são:

  • Cabo Frio (RJ)
  • Guamaré (RN)
  • Caçapava do Sul (RS)
  • Capão da Canoa (RS)
  • São Lourenço do Sul (RS)
  • Torres (RS)

Entre essas, quatro estão no Rio Grande do Sul. Cabo Frio e Guamaré já enfrentam esse bloqueio há mais tempo, com Cabo Frio sem acesso aos repasses desde janeiro, o que tem pressionado seu equilíbrio financeiro, mesmo com uma receita considerável dos royalties do petróleo.

Possibilidades de Desbloqueio

É importante ressaltar que o bloqueio não implica a perda definitiva dos recursos. Os valores continuam retidos até que as pendências sejam resolvidas. Para o desbloqueio, a prefeitura deve identificar a causa do impedimento junto aos órgãos responsáveis, como a Receita Federal e o INSS.

Após a regularização das pendências, o desbloqueio pode levar até três dias úteis, segundo o Tesouro Nacional.

E você, o que pensa sobre a situação enfrentada por esses municípios? Compartilhe suas opiniões e considerações nos comentários!

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