Vice de Tocantins assume governo interinamente e exonera servidores

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O vice-governador de Tocantins, Laurez Rocha Moreira (PSD), assumiu o comando do estado de forma interina. Essa mudança ocorre após o afastamento do governador Wanderley Barbosa (Republicanos), que foi suspenso por seis meses devido a uma investigação da Polícia Federal sobre fraudes relacionadas à compra de frangos e cestas básicas durante a pandemia.

A decisão que resultou na troca de comando foi publicada no Diário Oficial do estado no dia 3 de setembro, logo após a determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

primeira dama 2

logo metropoles branca

primeira dama 2

1 de 4

O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, e a primeira-dama Karynne Sotero Campos

Redes sociais/Divulgação

Governador de Tocantins e alvo da PF por desvio de cestas basicas na pandemia

2 de 4

Governador de Tocantins tira selfie no Jalapão (TO)

Reprodução/ Redes Sociais

Governador de Tocantins Wanderlei Barbosa Castro

3 de 4

Governador de Tocantins, Wanderlei Barbosa Castro

Reprodução/ Redes Sociais

Sem titulo 81 1

4 de 4

Vice-governador do Tocantins, Laurez Moreira

Governo de Tocantins

O ministro do STJ e relator da investigação, Mauro Campbell, também determinou o afastamento de Karynne Sotero Campos, esposa do governador, que atuava como secretária-extraordinária de Participações Sociais.

Logo após assumir, Laurez Moreira publicou no Diário Oficial a exoneração de 51 servidores do primeiro escalão do governo, substituindo-os por pessoas de sua confiança. Entre os exonerados estão secretários da Casa Civil, da Saúde e da Educação, além de outros cargos importantes, como o da Procuradora-Geral do Estado e dos comandantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.

Operação da PF

As investigações estão sob sigilo no STJ e revelam “fortes indícios” de desvio de recursos públicos entre 2020 e 2021. A Polícia Federal acredita que os investigados se aproveitaram da emergência em saúde pública para fraudar contratos de fornecimento de cestas básicas, utilizando cerca de R$ 97 milhões de emendas para isso. O prejuízo estimado aos cofres públicos chega a R$ 73 milhões.

Os recursos desviados teriam sido ocultados em empreendimentos de luxo, compra de gado e despesas pessoais. A segunda fase da Operação Fames-19 também envolve 10 deputados estaduais e empresários ligados a esse esquema. Conversas obtidas pela PF indicam que empresas eram escolhidas previamente para vencer as licitações, enquanto concorrentes apenas simulavam a disputa.

Mais de 200 policiais federais cumpriram 51 mandados de busca e apreensão em várias cidades, incluindo Palmas, Araguaína, no Distrito Federal, Imperatriz e João Pessoa. Os mandados abrangeram o Palácio Araguaia, sede do governo do estado, e a Assembleia Legislativa de Tocantins.

Além disso, o STJ também determinou o bloqueio de bens dos investigados, incluindo a Pousada Pedra Canga, que está em construção na Serra de Taquaruçu, supostamente financiada com dinheiro desviado.

Essa situação levanta diversas questões sobre a gestão pública e a ética na política. O que você pensa sobre as investigações e as mudanças no governo? Compartilhe sua opinião nos comentários.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Conselheiras são indiciadas em caso de menino que defecou camisinhas

Duas conselheiras tutelares de Cerquilho, no interior de São Paulo, foram indiciadas pela Polícia Civil no caso envolvendo um menino que defecou duas...

Briga entre 100 torcedores termina com 65 presos e 6 feridos em Paris

Resumo: Uma briga envolvendo cerca de 100 torcedores na véspera da final da Copa da França, em Paris, resultou em 65 prisões e...

Câmera indiscreta mira janela e vira treta de vizinhos em Águas Claras

O TJDFT ordenou a remoção, em até cinco dias, de uma câmera instalada na sacada de uma moradora em Águas Claras, sob pena...