Alckmin, Mauro Vieira e Fávaro celebram acordo Mercosul-EFTA em meio a ‘aumento do protecionismo’

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Os ministros do governo Lula se reuniram para celebrar a assinatura do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), formado por Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein. Eles afirmam que esse pacto é um “marco” e projetam um aumento de 152% na corrente de comércio brasileira.

A cerimônia, realizada no Palácio do Itamaraty, contou com a presença de autoridades de diversos países e foi fruto de 14 rodadas de negociações iniciadas em 2017 e concluídas em julho deste ano. O acordo abre portas para um mercado de aproximadamente 290 milhões de consumidores e um PIB conjunto de cerca de US$ 4,39 trilhões até 2024.

Os ministros, por meio de uma nota, destacaram que o Brasil reafirma seu compromisso com o comércio internacional, mesmo em um cenário externo desafiador. “Estamos promovendo comércio baseado em regras e ampliando mercados para as empresas nacionais”, afirma o texto.

A expectativa é que as trocas comerciais internacionais amparadas por acordos, como o recém-assinado com a EFTA, aumentem em 10% após a entrada em vigor, representando um incremento de US$ 7,2 bilhões com base em dados de 2024.

A importância do acordo para o Brasil

Geraldo Alckmin, vice-presidente do Brasil, comentou sobre o impacto do aumento das tarifas pelos Estados Unidos. Para ele, o acordo é uma forma de diversificar mercados, abrangendo países com alta renda per capita. “Praticamente 99% das nossas exportações estão incluídas neste acordo. Ele traz uma integração das cadeias produtivas e um esforço para combater mudanças climáticas”, destacou.

Além disso, o Brasil procura concluir negociações com os Emirados Árabes Unidos e retomar discussões com o Canadá, além de expandir acordos com o México e a Índia até o final do ano.

Mercosul e sua determinação em avançar

O ministro Mauro Vieira ressaltou que o Mercosul continua ativo e busca construir laços com o mundo, mesmo diante do aumento do protecionismo. Ele enfatizou a necessidade de um comércio internacional fortalecido para promover a prosperidade e a paz entre os povos.

Essas iniciativas mostram a determinação do Brasil em diversificar suas relações comerciais e fortalecer a economia nacional. O que você acha sobre esses acordos? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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