Polícia suspeita que PCC ou PMs afastados estejam envolvidos em morte de ex-delegado

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A Polícia Civil de São Paulo investiga o assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, de 68 anos, que foi executado a tiros na noite de segunda-feira (15) em Praia Grande, no litoral paulista. A ocorrência gerou uma força-tarefa integrada por diversas entidades, incluindo a Polícia Federal e o Ministério Público. Câmeras de segurança capturaram o momento em que criminosos perseguiram o carro da vítima, que colidiu com um ônibus, permitindo que os assassinos disparassem mais de 20 vezes. Um dos veículos utilizados pelos criminosos foi encontrado incendiado.

Duas linhas principais de investigação estão sendo consideradas. A primeira envolve a possibilidade de participação do Primeiro Comando da Capital (PCC), uma vez que Fontes foi um dos maiores opositores da facção. Ele participou da prisão de seu líder, Marcola, e estava sob ameaça de morte desde 2006. A segunda hipótese investiga o envolvimento de policiais militares afastados por corrupção durante a gestão de Fontes. A polícia analisa se o crime pode ser uma retaliação a essas ações.

Linhas de investigação

As autoridades estão avaliando as seguintes possibilidades:

  1. Envolvimento do PCC – Fontes foi responsável por ações que resultaram na prisão de Marcola e na centralização de líderes do PCC. Ele era considerado jurado de morte pelo grupo desde então, e um plano de ataque em 2010 foi frustrado pela polícia.
  2. Participação de policiais militares afastados – Fontes determinou o afastamento de agentes suspeitos de envolvimento em crimes, e o assassinato pode ser uma retaliação por essas medidas.

Outra linha de investigação considera a possibilidade de vingança relacionada ao cargo de secretário de Administração de Praia Grande, que Fontes ocupava desde 2023.

Fontes foi chefe da Polícia Civil entre 2019 e 2022, indicado pelo então governador João Doria. Ele tinha mais de 40 anos de carreira dedicada ao combate ao crime organizado. Seu corpo está sendo velado na Assembleia Legislativa de São Paulo, com o sepultamento programado para terça-feira (16) no Cemitério da Paz, em Morumbi, na zona sul da capital.

O que você acha que pode ter motivado esse crime? Deixe sua opinião nos comentários.

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