Dólar sobe na contramão do exterior; Ibovespa tem leve realização de lucros

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O dólar registrou uma alta moderada nesta segunda-feira, 22, mesmo com o desempenho da moeda americana no exterior apontando tendência de queda. A tensão nas relações entre Brasil e EUA cresceu após o governo americano anunciar sanções à esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Após operar ao redor dos R$ 5,33, o dólar à vista fechou em alta de 0,32%, cotado a R$ 5,3381. Esta alta marca o quarto dia consecutivo de avanço da moeda, embora ainda haja uma queda acumulada de 1,55% em setembro e 13,63% desde o início do ano.

Durante o anúncio das sanções, o dólar chegou a superar R$ 5,35, atingindo uma máxima de R$ 5,3660. A moeda americana se afastou dessas máximas ao longo do dia, à medida que se percebiam limites para as ações do governo dos EUA.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil expressou indignação frente às sanções, considerando-as uma tentativa de ingerência nos assuntos internos brasileiros. Além das sanções, os EUA revogaram vistos de outras autoridades brasileiras.

O índice DYX, que mede o desempenho do dólar em relação a outras divisas, foi afetado ao operar em baixa, apesar de uma leve recuperação frente ao peso mexicano e chileno.

Na B3, o Ibovespa apresentou uma leve correção após uma sequência de recordes, fechando com uma queda de 0,52% aos 145.109,25 pontos. O volume financeiro na sessão foi de R$ 20,6 bilhões. A bolsa brasileira permanece com um avanço acumulado de 20,64% no ano, enquanto o mês mostra uma alta de 2,61%.

Em uma segunda-feira com poucas atualizações econômicas, destaque para o Boletim Focus, que indicou uma redução nas estimativas do IPCA para os próximos meses. A taxa de juros Selic deve se manter em 15% ao ano até 2025, de acordo com as expectativas.

Na ponta vencedora do Ibovespa, a Embraer se destacou com uma alta de 4,63%. A ação subiu após o anúncio de um acordo com a Latam Airlines para a aquisição de até 74 aeronaves. Outras ações que se saíram bem foram WEG (+2,09%) e Rumo (+2,05%). No lado negativo, Cosan perdeu 18,13%, seguido por Raízen e Natura.

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