Mata de São João lidera ranking de gestão financeira na Bahia; confira top dez

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Mata de São João, na Região Metropolitana de Salvador, conquistou o primeiro lugar no Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), que avalia a autonomia financeira dos municípios baianos. Com uma nota de 0,9798 referente a 2024, a cidade é reconhecida por sua “gestão de excelência” no Brasil.

Esse levantamento é feito com informações fornecidas pelas prefeituras, e vale destacar que 48 delas não apresentaram dados financeiros no último ano. O ranking considera quatro indicadores: Autonomia, Gastos com Pessoal, Investimentos e Liquidez, todos avaliados de 0 a 1. Notas abaixo de 0,4 indicam situações críticas, entre 0,4 e 0,6 significam dificuldades, enquanto notas entre 0,6 e 0,8 são consideradas boas, e acima de 0,8 representam excelência.

Mata de São João alcançou a nota máxima, 1.0, no indicador de autonomia financeira. Isso reflete a capacidade do município em equilibrar suas despesas essenciais com as receitas geradas localmente. Nos gastos com pessoal, a cidade também obteve a nota 1.0, demonstrando um controle eficaz sobre esse aspecto.

Em relação à liquidez, Mata de São João recebeu 0,9191, o que é uma performance consistente, mostrando que o município não posterga pagamentos indevidamente. Na categoria de Investimentos, também ficou com a nota máxima, 1.0, indicando um bom uso das receitas para essa finalidade.

A segunda posição do ranking foi ocupada por Camaçari, que também está na Região Metropolitana de Salvador. A cidade obteve uma nota geral de 0,9641, saindo-se bem nos indicadores de Gastos com Pessoal e Autonomia, com nota 1.0. No entanto, a liquidez ficou em 0,9017. Salvador, a capital baiana, ocupa o terceiro lugar, com uma nota de 0,9460, destacando-se em Autonomia, Investimentos e Gastos com Pessoal, mas apresentando uma liquidez considerada boa, com nota 0,7839.

Madre de Deus aparece na quarta posição, com nota 0,9187, enquanto Candeias é a quinta, com 0,9148. Morro do Chapéu, pela primeira vez fora do Recôncavo, ocupa a sexta posição com 0,9044. Alagoinhas, no Agreste baiano, ficou em sétimo com 0,8781. Gentio do Ouro, no território de Irecê, é a oitava, com nota 0,8748. Luís Eduardo Magalhães, no extremo oeste, recebeu a nona colocação com 0,8593. Santo Antônio de Jesus fecha o top dez com 0,8477.

Por outro lado, a situação não é tão positiva em outras localidades. Cerca de 103 municípios baianos possuem notas críticas, com menos de 0,4. Isso representa aproximadamente 24,7% de todas as cidades avaliadas. O pior desempenho foi registrado por Potiraguá, que obteve a nota de 0,0441, com notas zeradas em Autonomia, Gastos com Pessoal e Liquidez.

Os dez piores municipais em gestão financeira são: Potiraguá, Camacan, Macururé, Taperoá, Una, Quijingue, Cícero Dantas, Abaíra, Mascote e Anagé.

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