No dia 16 de julho de 2026, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) negou o recurso da defesa de Jairinho para anular ou transferir o julgamento pela tortura e morte de Henry Borel, 4 anos. A decisão mantém o júri na capital fluminense e afasta o argumento de que a repercussão na imprensa poderia comprometer a imparcialidade dos jurados.
A defesa alegava que a alta cobertura midiática poderia influenciar o veredito e pedia que o júri fosse realizado em outra cidade. A desembargadora Maria Angélica Guerra Guedes, segunda vice-presidente do TJRJ, rejeitou o recurso, afirmando que não houve ilegalidade na decisão de manter o julgamento na cidade do Rio.
Leniel Borel, pai de Henry e parte na acusação, celebrou a decisão. Em entrevista, ressaltou que a repercussão do caso revela a gravidade do crime e não configura manobra para mudar o local do júri. Ele afirmou que continuará acompanhando os desdobramentos para assegurar que a verdade prevaleça diante de eventuais manobras processuais.
Em junho de 2026, Jairinho foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão por homicídio qualificado e tortura. A mãe de Henry teve o homicídio doloso desclassificado para culposo, recebendo perdão judicial, e foi condenada a 1 ano e 4 meses por omissão em relação à tortura, pena que foi considerada cumprida pelo tempo de prisão preventiva. O julgamento durou 11 dias, ficando registrado como o mais longo da história do Judiciário fluminense.
A decisão do TJ-RJ reforça a conclusão de um caso de ampla repercussão nacional, com o julgamento mantendo-se na capital diante dos recursos já apresentados. E você, qual é sua leitura sobre o desfecho e as decisões judiciais em casos tão marcantes? Compartilhe sua opinião nos comentários e aproxime-se da discussão.
