Ciúme e sangue: o crime envolvendo um ex-estagiário e um pesquisador da Embrapa

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Na última segunda-feira, um ex-estagiário da Embrapa, identificado como Enzo Cardoso Vaz Ribeiro, de 22 anos, atacou um pesquisador de 25 anos em um laboratório da instituição. O crime ocorreu motivado por ciúmes, após Enzo não aceitar o término do relacionamento com a vítima.

Conforme as investigações da Polícia Civil do Distrito Federal, Enzo estava perseguindo seu ex-namorado. Testemunhas relataram que ele foi visto espreitando a porta do laboratório antes da agressão.

No currículo publicado no Lattes, Enzo apresenta-se como graduado em ciências biológicas pela Universidade de Brasília e menciona ter experiência na Embrapa como bolsista em projetos diversos.

Em seu depoimento, o pesquisador atacado mencionou já ter registrado boletins de ocorrência contra Enzo devido a perseguições anteriores.

Por volta de 12h40, Enzo invadiu o laboratório onde o ex-namorado estava, lançou um spray na vítima e o esfaqueou, atingindo-o com pelo menos cinco facadas. Uma pesquisadora que presenciou a cena pediu ajuda, e um colega conseguiu conter o agressor até a chegada da Polícia Militar do DF, que prendeu Enzo e o levou à 2ª Delegacia de Polícia, onde o caso está sendo tratado como tentativa de homicídio. Durante a ação, foram apreendidas duas facas, uma delas escondida na mochila de Enzo.

O pesquisador recebeu atendimento médico e foi encaminhado ao Hospital de Base do Distrito Federal, onde permanece internado em estado grave, mas estável.

Em seu depoimento, Enzo alegou que estava sendo perseguido e difamado pela vítima. Ele admitiu que tinha uma discussão com o ex-companheiro por mensagens e, ao chegar ao laboratório, a discussão continuou. Segundo Enzo, a vítima teria iniciado a agressão e ele se adiantou pegando uma faca.

Apesar de afirmar ter outra faca em sua mochila, ele se contradisse sobre quantas facas possuía e decidiu permanecer em silêncio diante das perguntas da polícia.

Após a prisão, Enzo foi indiciado e sua detenção foi convertida em preventiva. A Polícia Civil apreendeu seu celular e solicitou a quebra de seu sigilo telefônico para auxiliar nas investigações.

Crachá recolhido

A Embrapa emitiu um comunicado confirmando o incidente e informou que o ex-bolsista foi desligado da instituição em julho, quando seu crachá foi recolhido. A instituição destacou que não havia autorização para a entrada de Enzo nas dependências da Embrapa e que está colaborando com as autoridades para esclarecer como ele conseguiu acessar o local.

Esse caso abre um importante debate sobre a segurança em ambientes de trabalho e a prevenção da violência. O que você pensa sobre essa situação? Compartilhe sua opinião nos comentários!

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