Dólar dispara e fecha acima de R$ 5,50 com temor fiscal e nova tensão entre EUA e China; Bolsa cai

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O dólar teve uma forte alta nesta sexta-feira (10), encerrando o dia a R$ 5,5037. Essa é a maior cotação em mais de dois meses, com uma valorização de 2,39%. O aumento é resultado de tensões políticas e fiscais no Brasil, além de conflitos comerciais entre os Estados Unidos e a China, que aumentaram a aversão ao risco entre investidores.

Um novo modelo de crédito imobiliário foi anunciado pelo governo, juntamente com medidas para elevar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Estas ações incluem a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e subsídios para energia e gás. No entanto, muitos analistas acreditam que essas medidas podem comprometer a meta fiscal do próximo ano.

O real também foi pressionado pela queda de cerca de 4% no preço do petróleo, especialmente após o cessar-fogo entre Israel e Hamas. Internacionalmente, a atmosfera se deteriorou após o presidente Donald Trump anunciar que considera um grande aumento nas tarifas sobre produtos chineses, como resposta a novas restrições impostas por Pequim. Essa retórica intensificou os temores de uma nova guerra comercial, levando investidores a buscar segurança em ativos como ouro e títulos do Tesouro americano.

A Bolsa de Valores de São Paulo (B3) também acompanhou esse clima de incerteza e fechou em queda de 0,73%, a 140.680 pontos. Este é o seu menor nível desde o início de setembro, marcando a terceira semana consecutiva de perdas, com uma queda acumulada de 2,44%. Dentre os destaques negativos do dia estavam CSN (-6,06%), Hapvida (-6,02%) e Braskem (-3,83%). Por outro lado, Engie (+1,45%) e Suzano (+1,05%) conseguiram se destacar em meio à turbulência.

Com essa crescente volatilidade no mercado, o que você acha que pode acontecer nos próximos dias? Deixe suas opiniões nos comentários!

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