Procon fiscaliza mil bares em ação contra bebida adulterada em SP

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Na noite de sexta-feira, um mutirão com mais de 400 agentes do Procon-SP e Procons municipais de 92 cidades passou a limpo mais de mil bares e estabelecimentos que vendem bebidas alcoólicas. A ação, chamada de #DeOlhoNoCopo, visa combater a intoxicação por metanol decorrente da falsificação de bebidas.

Recentemente, o número de casos confirmados de intoxicação por metanol em São Paulo chegou a 25, segundo balanço do governo. Durante a operação, os agentes checaram se as regras do Código de Defesa do Consumidor estavam sendo cumpridas, focando na procedência e regularidade dos produtos vendidos. Além disso, também alertaram o público sobre os riscos de contaminação.

Na capital paulista, 139 estabelecimentos foram fiscalizados, enquanto outros 67 no interior e litoral passaram pelo mesmo processo. Os fiscais identificaram irregularidades em 42 locais quanto ao descumprimento das normas do consumidor, mas não encontraram evidências de adulteração de bebidas.

Luiz Orsatti Filho, diretor executivo do Procon-SP, ressaltou a importância da operação: “Estamos realizando uma operação conjunta voltada à saúde do cidadão paulista. Atuamos junto ao consumidor para restabelecer a confiança nos estabelecimentos”.

Fábricas descobertas

Nesse mesmo dia, operações policiais levaram à descoberta de três fábricas de bebidas falsificadas no estado de São Paulo. As autoridades fecharam duas fábricas clandestinas em Hortolândia e Tatuí, após a morte de cinco pessoas sob suspeita de intoxicação por metanol.

A fábrica em Hortolândia foi descoberta após uma denúncia anônima, levando à prisão de um homem de 27 anos. Em Tatuí, a polícia prendeu um homem de 42 anos que gerenciava o local, onde um adolescente de 17 anos ajudava na adulteração e envase das bebidas para revenda.

Além disso, outra fábrica em São Bernardo do Campo foi fechada. Investigadores descobriram que ela utilizava etanol adquirido em postos de combustíveis, que estava adulterado com metanol, durante a apuração da morte do empresário Ricardo Lopes Mira, ocorrida em setembro.

E você, o que pensa sobre esse combate à falsificação de bebidas? Deixe seu comentário e compartilhe sua opinião!

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