Circuito Ancestral: Cajazeiras busca oficialização de circuito para Carnaval de Salvador em 2026

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O Carnaval de Salvador pode ampliar seu circuito oficial, passando de 8 para 10 espaços em 2025. Após a validação do ‘Circuito das Águas’ em Itapuã, o bairro de Cajazeiras trabalha para que sua festa seja reconhecida pelos órgãos competentes.

Em entrevista ao Bahia Notícias, o presidente do Comcar, Washington Paganelli, destacou a união dos moradores e a importância de promover eventos fora dos circuitos tradicionais.

“Quase 100 pessoas compareceram à reunião, entre produtores e artistas, onde fizeram reivindicações justas. O Carnaval já acontece, mas agora estamos focados em criar um novo circuito em Cajazeiras. O nome escolhido é Carnaval Circuito Ancestral, com 11 blocos se mobilizando para oficializá-lo”, explicou Paganelli.

Paganelli já defendia a valorização dos eventos nos bairros antes mesmo de assumir sua posição no Comcar. Ele enfatizava como festas fora dos circuitos conhecidos, como o Circuito Mestre Bimba no Nordeste de Amaralina, podem impactar positivamente a cultura e a economia da região.

O projeto-piloto do Circuito Ancestral, que pode ser implementado no Carnaval de 2026, foi apresentado por líderes locais e produtores culturais durante um encontro com o Comcar.

Os moradores acreditam que a ausência de uma festividade local durante o Carnaval resulta na perda da identidade cultural da região, além de afastar investimentos, prejudicando a economia local.

Assim, a população busca a oficialização do Circuito Ancestral, que começará no Mercado Municipal de Cajazeiras e seguirá até o Campo da Pronaica.

A proposta é utilizar pranchas sonoras de pequeno porte para priorizar os artistas e blocos locais. Um dos principais objetivos dos organizadores é valorizar a produção artística da região.

“Cajazeiras é um dos maiores e mais populosos bairros de Salvador, com uma rica produção cultural que inclui blocos de renome regional. Muitos deles, apesar de serem patrocinados por circuitos externos, como o Ouro Negro, não desfilam em seu próprio bairro por falta de um circuito estruturado”, enfatizou Paganelli.

A expectativa é que o Circuito Ancestral, uma vez oficializado, possa reunir 8 mil pessoas durante os desfiles. Isso traria um impulso significativo ao comércio local e promoveria uma economia solidária com 250 ambulantes e 200 recicladores engajados.

O projeto também visa investir diretamente no comércio local, com 40% do financiamento proveniente de empreendimentos da região.

“O Circuito Ancestral é uma resposta política, cultural e econômica para fortalecer a identidade de Cajazeiras. Ele pretende reintroduzir blocos consagrados do bairro, gerar renda para centenas de trabalhadores informais e oferecer um Carnaval acessível, seguro e que respeite o território”, concluiu Paganelli.

E você, o que pensa sobre essa iniciativa? Acha que o Circuito Ancestral pode trazer novas oportunidades para Cajazeiras? Compartilhe sua opinião nos comentários!

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