Zelensky posta provocação a Putin um dia antes de reunião com Trump

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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, chegou a Washington nesta quinta-feira, 16 de outubro, para uma série de reuniões com autoridades americanas e representantes do setor de defesa e energia. O ponto alto da agenda é um encontro com o presidente Donald Trump, marcado para a sexta-feira, 17 de outubro, na Casa Branca.

Em uma postagem nas redes sociais, Zelensky provocou diretamente o Kremlin ao afirmar que “já podemos ver que Moscou se apressa para retomar o diálogo assim que souber dos Tomahawks”. Essa declaração reafirma a pressão de Kiev pela transferência de mísseis de longo alcance à Ucrânia.

Zelensky enfatizou que suas reuniões incluem representantes de empresas de defesa que produzem armamentos poderosos, com o objetivo de fortalecer a proteção da Ucrânia. Ele também discutirá o fornecimento adicional de sistemas de defesa aérea e se encontrará com empresas de energia americanas para garantir a resiliência do setor energético da Ucrânia em meio aos ataques da Rússia.

Already in Washington.

Today, I am having meetings with representatives of defense companies – producers of powerful weapons that can definitely strengthen our protection. In particular, we will discuss additional supplies of air defense systems. I will also meet today with… pic.twitter.com/MRFmPARkq1

— Volodymyr Zelenskyy (@ZelenskyyUa) October 16, 2025

O encontro com Trump também busca aproveitar a recente movimentação diplomática da mediação do cessar-fogo na Faixa de Gaza para tentar pôr fim à guerra da Rússia contra a Ucrânia. Zelensky declarou que “Putin certamente não é mais corajoso que o Hamas ou qualquer outro terrorista” e destacou que “a linguagem da força e da justiça funcionará também contra a Rússia”.

A chegada de Zelensky em Washington se dá após uma longa conversa telefônica entre Trump e Vladimir Putin, onde discutiram a guerra, o fornecimento de mísseis Tomahawk e a possibilidade de uma nova cúpula em Budapeste. O assessor do Kremlin, Yury Ushakov, mencionou que a reunião deve ser organizada “sem demora”, com delegações lideradas pelos secretários de Estado dos EUA e da Rússia.

O Kremlin já afirmou que Putin advertiu que a entrega de mísseis de longo alcance “não mudaria a situação no campo de batalha, mas prejudicaria significativamente as relações entre os países”. Trump, por sua vez, ressaltou que a Ucrânia deseja “entrar na ofensiva” e que a decisão sobre os mísseis será tomada após o encontro com Zelensky. Desde a cúpula no Alasca em agosto, não houve avanços concretos em direção à paz, mas a Casa Branca espera que a reunião desta sexta-feira possa abrir novas negociações.

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