Robôs reduzem risco de disfunção erétil em cirurgias de próstata, diz estudo

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  • Medicina e Saúde

Pesquisadores brasileiros revelaram um novo benefício do uso de robôs em cirurgias. A precisão desses sistemas permite preservar nervos e músculos, o que tem impacto positivo na recuperação dos pacientes.

Imagem: Gerain0812/Shutterstock

Um estudo recente indica que a utilização de robôs em cirurgias para tratar câncer de próstata pode reduzir em até 25% o risco de disfunção erétil. Além disso, a chance de incontinência urinária diminui em 15%.

cancer de prostata
Benefícios podem ser experimentados por pacientes com câncer de próstata (Imagem: Peakstock/Shutterstock)

Cirurgia foi realizada de forma remota

  • A técnica foi aplicada em uma operação em que o cirurgião estava em São Paulo e o paciente, em Porto Alegre.
  • Este procedimento representa a primeira telecirurgia robótica totalmente realizada no país.
  • A operação ocorreu sem problemas, aumentando as perspectivas de adoção de robôs em casos semelhantes.

Novidades no procedimento

  • O SUS pretende utilizar robôs em cirurgias contra o câncer de próstata.
  • O estado brasileiro já aplica essa tecnologia em cirurgias de câncer.
  • Foi a primeira vez que um robô operou uma pessoa sem intervenção humana.
cirurgia feita por robôs
Uso de robôs permite preservar as estruturas nervosas e musculares durante a cirurgia (Imagem: Zapp2Photo/Shutterstock)

Atraso entre o comando e a execução não é mais um problema

O cirurgião urologista Rafael Coelho, um dos responsáveis pela pesquisa, destacou que a precisão dos robôs ajuda a proteger as estruturas nervosas em torno da próstata. Isso favorece uma recuperação mais rápida e com menos sequelas para os moradores.

Neste caso, o paciente era Paulo Feijó, de 73 anos, operado à distância pelo médico, que estava no Hospital 9 de Julho, em São Paulo. Em Porto Alegre, o robô replicava cada movimento feito no console, eliminando até os menores tremores.

Representação de mãos de robô realizando uma cirurgia
Tecnologia deve ganhar cada vez mais espaço (Imagem: Gorodenkoff/Shutterstock)

Um dos desafios é evitar a latência, ou seja, o atraso entre o comando e a execução. Durante a cirurgia específica, esse atraso foi de menos de 30 milissegundos, quase imperceptível. Se houver problemas de conexão durante o procedimento, um cirurgião de prontidão assume o controle da operação.

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