Israel bombardeia Gaza e afirma que corpos recebidos não são de reféns

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O Exército israelense intensificou os bombardeios na Faixa de Gaza neste sábado, 1º de novembro, e confirmou que os três corpos enviados pela Cruz Vermelha não pertencem a nenhum dos reféns sequestrados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023. Disparos e ataques aéreos foram registrados na região de Khan Yunis.

Um frágil cessar-fogo entre Israel e o Hamas está em vigor desde 10 de outubro, impulsionado pela mediação dos Estados Unidos. No entanto, Israel já realizou dois bombardeios significativos, alegando que o Hamas violou os termos do acordo.

“A vida não tem sentido”, desabafou Sumaya Dalul, de 27 anos, que vive em Gaza. Ela lamentou a falta de dignidade, dinheiro, trabalho e recursos básicos como comida, água e eletricidade.

Os ataques aéreos de 19 de outubro resultaram na morte de pelo menos 45 pessoas, e, no último ataque, 104 mortos foram contabilizados, segundo fontes palestinas.

O acordo de cessar-fogo previa a devolução de todos os reféns, vivos e mortos, em troca da liberação de centenas de prisioneiros palestinos. Desde o início da trégua, o Hamas entregou 17 dos 28 corpos dos reféns falecidos que se comprometeram a devolver. Contudo, famílias dos reféns expressaram frustração com os atrasos e exigiram ações mais enérgicas para garantir o cumprimento do acordo.

Até agora, os corpos de dez reféns sequestrados continuam em Gaza. Uma fonte militar israelense desmentiu que os três corpos recebidos recentemente pertençam a esses reféns falecidos, conforme verificado por análise forense.

Os moradores de Khan Yunis enfrentam uma situação crítica. Hisham al-Bardai, pai de 37 anos, relatou a continuidade dos confrontos e a escassez de alimentos e água. Ele destacou a gravidade da situação, ressaltando que, apesar do cessar-fogo, a guerra ainda não acabou.

Enquanto isso, uma reunião de ministros das Relações Exteriores de países muçulmanos está programada para acontecer em Istambul na próxima segunda-feira. O objetivo é discutir um plano dos Estados Unidos para Gaza, que inclui o desarmamento do Hamas e o estabelecimento de uma autoridade de transição dirigida pelo presidente Donald Trump.

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