Senado instala CPI do Crime Organizado com Contarato, do PT, na presidência e Alessandro Vieira como relator

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O senador Fabiano Contarato (PT-ES) foi eleito presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que irá investigar o crime organizado no Brasil. Ele obteve seis votos, superando o concorrente da oposição, o senador Humberto Mourão (Republicanos-RS), que recebeu cinco.

A sessão de instalação da CPI, liderada pelo senador Otto Alencar (PSD-BA), trouxe também a sugestão de Mourão como vice-presidente, proposta aprovada por unanimidade pelos membros da comissão.

Em seu discurso de posse, Contarato indicou o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) como relator da comissão. Vieira, que foi o autor do pedido para a criação da CPI, acredita que o aumento do crime organizado é consequência de problemas como abandono do poder público e corrupção.

“Essa tragédia tem solução, como mostram exemplos dentro e fora do Brasil. No entanto, será necessário coragem e união entre municípios, Estados, União e sociedade civil. Não se trata de um tema eleitoral, mas de uma urgência nacional”, afirmou Vieira.

Após suas considerações, Contarato pediu um minuto de silêncio em homenagem às vítimas da recente operação policial no Rio de Janeiro.

A CPI foi formalmente criada em junho, mas seus trabalhos começaram agora, impulsionados pela repercussão da operação que resultou em 121 mortes no Rio de Janeiro e pela pressão da opinião pública.

Governo e oposição escalaram senadores conhecidos para a CPI, que se concentrará em investigar o funcionamento de facções como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), além da atuação das milícias. O objetivo é apurar a estrutura, a expansão e a operação dessas organizações criminosas.

A CPI contará com 11 titulares e sete suplentes. Entre os senadores escolhidos estão Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Sergio Moro (União-PR), Marcos do Val (Podemos-ES) e Magno Malta (PL-ES) pela oposição, enquanto a base do governo terá Jaques Wagner (PT-BA), Otto Alencar (PSD-BA), Angelo Coronel (PSD-BA), Rogério Carvalho (PT-SE), Contarato e Randolfe Rodrigues (PT-AP).

Com um prazo de funcionamento de 120 dias, a CPI vai investigar questões como a estrutura e expansão das facções, fontes de financiamento, domínios territoriais, além das conexões potenciais no poder público.

Os senadores também planejam propor mudanças legislativas para endurecer as punições a membros de organizações criminosas.

O que você acha sobre a instalação dessa CPI? Deixe sua opinião nos comentários e participe dessa discussão importante para o nosso país.

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