Taiwan pede apoio da União Europeia em raro discurso sobre ameaças da China

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Em um discurso raro na última semana em Bruxelas, a vice-presidente de Taiwan, Bi-Khim Hsiao, destacou a importância de fortalecer os laços de segurança e comércio com a União Europeia. Ela fez um apelo por apoio à democracia da ilha, especialmente em meio às pressões da China. Hsiao enfatizou que a paz no Estreito de Taiwan é fundamental para a estabilidade global e a continuidade econômica.

Durante a conferência sobre a China no Parlamento Europeu, Hsiao não participou do plenário em razão da ausência de relações diplomáticas formais entre o bloco e Taiwan. Sua visita, no entanto, pode desencadear uma reação de Pequim. A vice-presidente defendeu a colaboração em cadeias de suprimentos seguras e na tecnologia. Ela solicitou que países como Alemanha e Espanha se unissem a Taiwan em busca de um ecossistema tecnológico baseado em confiança e valores democráticos, com ênfase especial no setor de semicondutores.

Hsiao também chamou atenção para os ataques cibernéticos e sabotagens sofridos por Taiwan, comparando-os às ameaças hibridas que a Europa enfrenta desde a invasão da Ucrânia. “A Europa defendeu a liberdade sob fogo, e Taiwan construiu a democracia sob pressão”, afirmou.

Essa viagem é parte da conferência da Aliança Interparlamentar sobre a China (IPAC), que reuniu parlamentares de cerca de vinte países. O evento foi mantido em sigilo após relatos de tentativas de ataque ao carro de Hsiao durante uma visita à República Tcheca em 2024.

Em resposta ao aumento das incursões militares chinesas, o presidente Lai Ching-te anunciou planos para acelerar o sistema de defesa “T-Dome” e aumentar os gastos militares para 5% do PIB até 2030. Segundo especialistas, um conflito sobre Taiwan poderia afetar a Europa de maneira ainda mais severa do que a guerra na Ucrânia, dada a importância da ilha nas cadeias globais de semicondutores.

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