Minha fraude, minha vida: sem trabalho, “Deusa” guardava R$ 100 mil

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Anna Karolina e Silva, de 37 anos, conhecida como “Deusa do golpe”, mantém uma conta com mais de R$ 100 mil, mesmo sem emprego ou renda comprovada. Essa quantia intrigou os investigadores, reforçando suspeitas sobre sua participação em um esquema de fraudes bancárias.

Na manhã desta terça-feira, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) realizou a fase final da Operação Liveness. A ação resultou na prisão preventiva de Anna e na desarticulação de um núcleo que adulterava biometrias para acessar contas de vítimas, além de lavar valores desviados de instituições bancárias.

De acordo com a PCDF, os delitos que a golpista responde incluem:

  • Organização criminosa
  • Furto mediante fraude eletrônica (16 ocorrências)
  • Tentativa de furto mediante fraude eletrônica
  • Falsidade ideológica e uso de documentos falsos
  • Lavagem de dinheiro (12 vezes)
  • Ameaça e coação durante o processo
  • Falsa comunicação de crime

Esse histórico criminal demonstra o nível de articulação e periculosidade de Anna, que liderava uma estrutura criminosa especializada.

R$ 500 mil bloqueados

A operação cumpriu três mandados de busca e apreensão, além de um mandado de prisão, todos emitidos pela Justiça do Distrito Federal. As ações ocorreram no DF, Rio de Janeiro e Goiás, com o apoio das polícias civis locais.

Durante as investigações, a PCDF conseguiu bloquear judicialmente cerca de R$ 500 mil relacionados ao grupo. Anna e sua quadrilha utilizavam documentos falsificados para trocar a biometria de clientes nas agências bancárias, permitindo acesso total às contas das vítimas. Com isso, realizavam:

  • Empréstimos indevidos
  • Saques
  • Pagamentos de boletos
  • Transferências imediatas

Para esconder a origem do dinheiro, o grupo distribuía os valores entre várias contas e comprava veículos em nome de terceiros, típico em casos de lavagem de dinheiro. A polícia apreendeu celulares, documentos e mídias eletrônicas, que passarão por análise para descobrir novos envolvidos, rotas financeiras e possíveis outras vítimas da organização.

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