Ministério Público cobra de prefeituras a implementação do Sistema Único de Segurança Pública

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) enviou recomendações às prefeituras de Riacho de Santana e Matina para que, em até seis meses, adotem ações voltadas à implementação da Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social (Pnspds). As determinações, assinadas pela promotora de Justiça Priscila Targino Soares Beltrão, foram divulgadas na última terça-feira e visam a integração total dos municípios ao Sistema Único de Segurança Pública (Susp).

Entre as obrigações destacadas, os executivos municipais precisam criar, em até três meses, um órgão dedicado à gestão das políticas de segurança. Essa estrutura pode ser uma secretaria própria ou uma diretoria ligada a uma pasta existente.

Além disso, os prefeitos devem elaborar um Projeto de Lei para a criação do Conselho Municipal de Segurança Pública e Defesa Social e do Fundo Municipal de Segurança Pública, apresentando-o à Câmara de Vereadores dentro do mesmo prazo. Após a aprovação legislativa, os municípios terão dois meses para normatizar o funcionamento desses conselhos.

Outro ponto importante é a necessidade de desenvolver e implementar um Plano Municipal de Segurança Pública e Defesa Social. Este plano deve ser finalizado em seis meses e precisa ter como base um diagnóstico situacional do município, alinhado aos planos nacional e estadual.

Vale ressaltar que os municípios que não conseguirem implantar seus planos em até dois anos não poderão receber recursos federais para programas de segurança, segundo as diretrizes do MP-BA.

A criação de um órgão de ouvidoria com autonomia e a integração ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) também são exigências, com prazos de seis e três meses, respectivamente. A adesão ao Sinesp é essencial para que os municípios recebam repasses federais.

Em resumo, o MP-BA estabelece um prazo total de seis meses para a implementação dessas medidas, podendo ser prorrogado com justificativa. Os municípios devem relatar os avanços a cada 30 dias, sob risco de medidas administrativas e civis serem aplicadas caso não cumpram.

E você, o que acha dessas recomendações para melhorar a segurança nas cidades? Deixe sua opinião nos comentários!

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Inscrições para a Olimpíada Estadual de História da Bahia seguem até 1º de agosto

OEHBA 2026 abre inscrições para equipes de três estudantes com um professor orientador, com prioridade para escolas públicas. As inscrições vão até 1...

Jovem é morta a tiros após tentar se esconder em armário durante invasão de casa na Bahia

Resumo — Uma jovem de 18 anos, Camila Reis da Silva, foi morta a tiros na noite desta quarta-feira em Jiquiriçá, no Vale...

PF desarticula grupo suspeito de fraudar benefícios indígenas no Extremo Sul baiano; prejuízos ultrapassam R$ 100 mi

A Polícia Federal cumpriu 11 mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (9) contra um grupo suspeito de fraudes em benefícios previdenciários destinados...