Moraes nega devolver armas e R$ 30 mil a preso pela morte de Marielle

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, negou a devolução de armas, celulares, documentos e R$ 30,4 mil em dinheiro apreendidos com Robson Calixto Fonseca, conhecido como “Peixe”. Ele está preso sob suspeita de envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco, assassinada em março de 2018.

A defesa de Calixto argumentou que os itens apreendidos já passaram por perícia da Polícia Federal e que não havia mais necessidade de mantê-los sob custódia da Justiça. Eles também ressaltaram que o acusado ainda não foi formalmente denunciado por homicídio.

logo metropoles branca

WhatsApp Image 2025 09 12 at 21.07.51

1 de 3

Robson Calixto foi preso por participação na morte de Marielle Franco

Reprodução / YouTube

Chiquinho Braza%CC%83o Rivaldo Barbosa e Domingos Braza%CC%83o Acusados de matar Marielle Franco

2 de 3

Chiquinho Brazão, Rivaldo Barbosa e Domingos Brazão – acusados de matar Marielle Franco

Montagem sobre fotos da Câmara dos Deputados, EBC, e Alerj

Alexandre de Moraes vota para condenar Bolsonaro e mais 7 reus por trama golpista STF Metropoles 15

3 de 3

Ministro Alexandre de Moraes negou pedido de devolução de dinheiro apreendido

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

Na sua decisão, Moraes explicou que devolver os bens poderia prejudicar a aplicação da lei penal. Esse entendimento foi respaldado pela Procuradoria-Geral da República, que também enfatizou o interesse pelas evidências retidas.

O pedido da defesa não citou as quatro armas encontradas com Calixto durante busca. A Polícia Federal apreendeu duas pistolas, um revólver e uma espingarda calibre 12, além de um celular, uma agenda, anotações e extratos bancários. Outro celular foi levado em uma fase distinta da investigação.

Dinheiro apreendido

Quanto aos R$ 30,4 mil, a defesa argumentou que não há prova de que o dinheiro tenha uma origem ilegal. “A acusação não apresentou indícios que provem a ilicitude do valor”, disse o pedido de restituição.

Alexandre de Moraes destacou o envolvimento de Calixto com milícias em Jacarepaguá e sua suposta atuação em negócios com Domingos Brazão, um conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, acusado de ser um dos mandantes do assassinato de Marielle. O ministro deixou claro que a devolução de valores apreendidos no âmbito de inquérito policial exige provas concretas da origem lícita do dinheiro, especialmente em casos relacionados a organizações criminosas.

E você, o que acha da decisão do ministro? Deixe seu comentário e compartilhe sua opinião sobre o caso.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Time da cidade de Raphael Claus defende árbitro após ataques de Trump

Raphael Claus ganhou apoio público de clubes brasileiros após ser alvo de críticas do presidente Donald Trump em meio à repercussão de uma...

Diferente de 2022, disputa eleitoral na Bahia não terá “pacto de não violência” e Lula “pra cima” de ACM Neto; entenda

Resumo: A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Bahia continua reverberando na cena política local, sugerindo que o tom da...

Petro diz não reconhecer vitória de Espriella e convoca manifestações

O presidente Gustavo Petro afirmou, em publicação nas redes, que não reconhece a vitória de Abelardo de la Espriella e convocou seus apoiadores...