Bolsonaro acreditava que tornozeleira eletrônica tinha ‘Escuta’, revelam aliados próximos

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A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no último sábado (22) foi motivada, em parte, por sua tentativa de violar a tornozeleira eletrônica. Essa ação ocorreu em meio a um quadro de intensa paranoia, conforme relatado por aliados próximos.

Fontes divulgadas pela coluna Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, indicam que Bolsonaro estava convencido de que um grampo havia sido instalado no aparelho. Ele acreditava que suas conversas com familiares e aliados, que o visitavam em sua residência em Brasília, estavam sendo monitoradas pela polícia.

Interlocutores do ex-presidente atribuíram essa desconfiança, considerada infundada, a uma “certa confusão mental”, além da ansiedade e estresse resultantes do temor crescente pela prisão.

Ainda segundo relatos, a mudança em sua rotina, exigindo que ele se ocupasse de questões pessoais antes administradas por assessores, teria piorado seu estado emocional e intensificado a paranoia.

A tentativa de violação da tornozeleira eletrônica ocorreu à 0h07 de sábado (22). Essa ação acionou imediatamente um alerta no Centro Integrado de Monitoramento Eletrônica.

Uma servidora da Secretaria de Administração Penitenciária do DF foi enviada à residência do ex-presidente. Inicialmente, Bolsonaro argumentou que o dispositivo havia sido danificado após bater em uma escada. No entanto, o relatório da ocorrência contradiz essa versão, apontando que a tornozeleira “não apresentava sinais de choque em escada”.

Apesar da substituição do equipamento, a violação foi uma das justificativas apresentadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, levando à decretação da prisão preventiva.

Na manhã de sábado, Bolsonaro foi detido e transferido de sua residência para uma cela especial na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília.

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