Em audiência de custódia, Bolsonaro alega surto e nega intenção de fuga

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A audiência de custódia de Jair Bolsonaro (PL) foi finalizada no início da tarde deste domingo. A sessão, realizada por videoconferência, durou cerca de meia hora. O ex-presidente relatou que tentou danificar a tornozeleira eletrônica por conta de um suposto surto, que ele atribui ao uso de medicamentos, mas negou que isso tenha relação com uma tentativa de fuga.

De acordo com a ata da audiência, Bolsonaro mencionou ter sentido uma “certa paranoia” entre a noite de sexta-feira e a madrugada de sábado, devido à interação negativa de dois medicamentos que estava tomando: Pregabalina e Sertralina. Ele afirmou ter dificuldades para dormir, o que pode ter contribuído para o episódio.

O ex-presidente disse que, por volta da meia-noite, usou um ferro de solda para tentar abrir a tornozeleira, justificando que tinha o conhecimento necessário para manusear o equipamento. No entanto, abandonou a tentativa após “cair na razão” e imediatamente reportou a ação aos agentes responsáveis.

Durante a audiência, Bolsonaro mencionou ter tido “alucinação de que havia alguma escuta na tornozeleira”, o que motivou sua tentativa de abri-la. Ele também informou não se lembrar de ter vivido um surto semelhante anteriormente.

A audiência

O juiz auxiliar do ministro Alexandre de Moraes conduziu a audiência, que teve caráter formal. O objetivo foi confirmar as condições da apresentação do ex-presidente, se ele estava ciente de seus direitos e registrar manifestações da defesa. Bolsonaro permanece em prisão preventiva na Superintendência da PF no Distrito Federal.

O vídeo da audiência não será divulgado, mas uma cópia da ata será enviada à Ação Penal nº 2.668, onde Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses por envolvimento em uma trama golpista.

Este foi o último dia para a defesa apresentar explicações sobre a violação da tornozeleira eletrônica. A equipe de advogados tem até 16h30 para enviar as justificativas.

Um relatório da Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal indica sinais de queimadura e manipulação no equipamento. Bolsonaro reconheceu ter utilizado um ferro de solda, um fato central para a decretação da prisão preventiva devido ao risco de fuga.

A violação da tornozeleira foi um dos principais fatores que levaram Moraes a justificar a prisão preventiva. Outros motivos considerados foram o risco de fuga para a Embaixada dos Estados Unidos e o potencial tumulto decorrente da vigília convocada por Flávio Bolsonaro.

Além disso, a tornozeleira será submetida a uma perícia pelo Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal. Exames de microvestígios e análise eletrônica serão realizados para identificar danos e eventuais interferências externas no funcionamento do dispositivo.

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