Com Bolsonaro preso, oposição busca estratégia para viabilizar anistia

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A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, decretada no último sábado, agitou os parlamentares da oposição no Congresso. Agora, eles tentam reorganizar suas ações para avançar com a pauta da anistia após várias tentativas que não deram certo. Bolsonaro está detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília e fez sua defesa na audiência de custódia, onde comentou sobre a violação da tornozeleira.

Enquanto se aproxima o julgamento que pode resultar na prisão definitiva de Bolsonaro, aliados do PL buscam uma resposta política e legislativa eficaz. Uma reunião de articulação que estava prevista para a próxima terça-feira foi antecipada para hoje, às 14h, na sede do PL em Brasília.

Durante o encontro, a definição de estratégias será a principal pauta. Além de discutir formas de viabilizar a anistia, os participantes vão abordar o chamado PL da Dosimetria, além de articular esforços para as eleições de 2026. O senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, será um dos presentes.

O PL é visto como uma versão menos rigorosa da proposta original, que não liberaria Bolsonaro da prisão, mas que poderia alterar as penas que o ex-presidente enfrentou por sua condenação envolvida na trama golpista, que resultou em uma pena de 27 anos e 3 meses.

Diante do novo cenário político, que veio mais cedo do que o esperado, a sigla pretende intensificar a pressão por uma proposta mais abrangente, defendendo uma anistia “ampla, geral e irrestrita”.

Interlocutores envolvidos na articulação também afirmam que a reunião abordará ações em nível internacional, buscando apoio externo para pressão sobre o Brasil.

Um exemplo de reação foi a nota da embaixada americana nas redes sociais, que considerou a prisão de Bolsonaro como “provocativa e desnecessária”. O comunicado define o ex-presidente como alguém que já estava sob intensa vigilância e critica a atuação do Supremo Tribunal Federal, destacando a vergonha internacional que essa situação poderia gerar.

Enquanto isso, a oposição procura reforçar sua base no Congresso. O anúncio da prisão de Bolsonaro ocorreu em meio a um feriado prolongado, o que levou muitos parlamentares a atuarem fora de Brasília. Muitos retornaram rapidamente para acompanhar a situação e participar das articulações.

Aliados do ex-presidente descrevem o clima como tenso, mas acreditam que ainda há espaço político para discutir a anistia antes do final do ano legislativo, que se aproxima rapidamente com o recesso que começa em menos de um mês.

A expectativa é que a reunião desta segunda traga diretrizes mais claras sobre como reagir diante da prisão de Bolsonaro, em um momento fundamental para o futuro do bolsonarismo no Congresso.

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