Eduardo Bolsonaro atinge 50 faltas e PT pressiona por perda de mandato

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Eduardo Bolsonaro (PL-SP) chega a 50 faltas em sessões da Câmara dos Deputados, o que reacende a pressão de adversários políticos pela perda de seu mandato. O deputado, que se tornou réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por coação, está morando nos Estados Unidos desde o final de fevereiro.

A bancada petista busca derrubar seu mandato através de três frentes: alterações nas regras da Câmara, uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) e pressão ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Além de Eduardo, outros dois parlamentares ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro também estão no alvo dos petistas: Alexandre Ramagem (PL-RJ), que também está nos Estados Unidos, e Carla Zambelli (PL-SP), que foi presa na Itália.

Com 50 faltas, a possibilidade de Eduardo atingir o limite de 44 a 45 ausências, conforme o artigo 55 da Constituição, se torna cada vez mais real. Este artigo prevê a perda do mandato se um deputado faltar a um terço das sessões legislativas.

Eduardo Bolsonaro atinge 50 faltas

Mudança na regra

As regras atuais de perda de mandato por faltas injustificadas protegem os parlamentares que superarem o limite de frequência por mais de quatro meses. O regimento interno da Câmara estipula que o relatório de frequência para a perda de mandato só é apresentado à Presidência em 5 de março de 2026. O líder da bancada petista, Lindbergh Farias (PT-RJ), aponta que esse prazo é excessivamente tolerante e sugeriu uma mudança para um acompanhamento mais frequente da assiduidade dos parlamentares a cada três meses.

Se a proposta for aprovada, ao atingir o limite, o procedimento de perda de mandato seria iniciado imediatamente. Lindbergh argumenta que a regra atual permite que a inassiduidade fique impune por meses, o que fere a Constituição.

Além disso, Farias protocolou uma representação na PGR, alegando que Eduardo ultrapassou o limite de faltas e solicitando ao STF que inicie o processo de perda de mandato pela Mesa Diretora.

Pressão a Hugo Motta

Os deputados petistas também estão pressionando o presidente Hugo Motta para agir em relação ao processo de perda de mandato. Jilmar Tatto (PT-SP), vice-presidente nacional do PT, afirma que ainda faltam “condições políticas” para a cassação de Eduardo. Ele acredita que a pressão pode aumentar para que Motta tome uma atitude.

“Tem pressão da bancada do PT para que o Hugo Motta também casse ele [Eduardo Bolsonaro]. Acho que em breve as condições políticas estarão presentes para que isso aconteça, porque é uma vergonha a situação atual”, explica Tatto.

Ele ressalta que a falta de trabalho de Eduardo e a situação de Alexandre Ramagem, que fugiu do Brasil, podem resultar em processos que levem à cassação definitiva do deputado.

Bolsonaristas no exterior

  • Eduardo Bolsonaro (PL-SP) vive nos Estados Unidos desde fevereiro e se tornou réu por sua atuação que levou a sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos contra bolsonaristas no STF. O deputado afirmou que irá “continuar trabalhando”.
  • Carla Zambelli (PL-SP) está presa na Itália e enfrenta uma audiência de extradição marcada para 5 de dezembro. A expectativa é que seu processo de cassação avance na Câmara em breve.
  • Alexandre Ramagem (PL-RJ) desrespeitou uma restrição judicial ao sair do Brasil e deve ter seu mandato perdido. Ele está em licença médica até 12 de dezembro.

E você, o que pensa sobre essa situação? Acha que Eduardo Bolsonaro deve perder o mandato? Compartilhe sua opinião nos comentários!

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Time da cidade de Raphael Claus defende árbitro após ataques de Trump

Raphael Claus ganhou apoio público de clubes brasileiros após ser alvo de críticas do presidente Donald Trump em meio à repercussão de uma...

Diferente de 2022, disputa eleitoral na Bahia não terá “pacto de não violência” e Lula “pra cima” de ACM Neto; entenda

Resumo: A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Bahia continua reverberando na cena política local, sugerindo que o tom da...

Petro diz não reconhecer vitória de Espriella e convoca manifestações

O presidente Gustavo Petro afirmou, em publicação nas redes, que não reconhece a vitória de Abelardo de la Espriella e convocou seus apoiadores...