A Rede Lucy Montoro, que está completando 50 anos, é um exemplo de sucesso na reabilitação de pessoas com restrições de mobilidade. Neste ano, as cinco unidades da rede em São Paulo atenderam 260 mil pessoas. O impacto é tão positivo que muitos ex-pacientes acabaram se tornando funcionários da própria rede.
A história começou com o Hospital das Clínicas e sua transformação no Instituto de Medicina Física e Reabilitação (Imrea). O primeiro local, ao lado da antiga favela da Vergueiro, na zona sul, se tornou um importante centro de atendimento e, ao longo das décadas, ajudou a criar a Rede Lucy Montoro.
Linamara Rizzo Battistella, idealizadora da rede, recorda que havia ceticismo entre seus colegas quando decidiu se afastar do núcleo principal. Contudo, essa mudança foi fundamental para expandir a visão sobre o cuidado e a inclusão de pessoas com deficiências físicas.
Ao longo dos anos, ficou evidente que a dedicação a esses cuidados gera benefícios significativos para a sociedade. Um exemplo claro disso são os ex-pacientes que se tornaram funcionários da rede. Danilo Nascimento, por exemplo, chegou ao instituto aos 2 anos por conta de complicações decorrentes de hemofilia. Ele precisou de suporte contínuo, e o trabalho da equipe ajudou a melhorar sua qualidade de vida.
Com o passar do tempo, Danilo seguiu carreira em uma montadora de caminhões, mas acabou retornando à Rede Lucy Montoro, onde agora contribui como funcionário. Para ele, é uma forma gratificante de retribuir o que recebeu ao longo da vida. O médico responsável pelo ambulatório de hemofilia, Rodrigo Yamamoto, também é um ex-paciente. Ele valoriza a chance de ajudar outras pessoas, trazendo uma perspectiva única ao atendimento.
Na empresa, 802 pessoas atuam, incluindo ex-pacientes. Elas têm a capacidade de criar tecnologias adaptativas, como órteses e cadeiras de rodas. Um exemplo é o cortador de unha para amputados, uma inovação simples, mas que faz uma grande diferença no dia a dia de quem precisa.
Linamara enfatiza que o Imrea tem sido fundamental na transformação das políticas públicas em relação às pessoas com deficiência. O foco na acessibilidade e na inclusão vai além do que se praticava no passado e é um modelo a ser seguido.
O futuro parece promissor para a Rede Lucy Montoro. Com seu trabalho contínuo, ela não só reabilita, mas também reintegra indivíduos que um dia precisaram de ajuda, mostrando que todos têm um papel a desempenhar na sociedade. Esse ciclo de cuidado e inclusão se transforma em um verdadeiro testemunho de superação.
O que você pensa sobre esse modelo de reabilitação? Compartilhe sua opinião nos comentários. É sempre interessante saber como esses projetos impactam nossas vidas.

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