Hong Kong cria comitê independente para investigar incêndio que matou 151

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As autoridades de Hong Kong anunciaram a criação de um comitê independente, liderado por um juiz, para investigar um incêndio devastador que deixou 151 mortos em um complexo habitacional em reforma. O chefe do Executivo, John Lee, revelou a medida nesta terça-feira, 2 de dezembro.

Esse incêndio é considerado o mais grave da cidade em décadas. Segundo as autoridades, as chamas se espalharam rapidamente pelos andaimes de bambu cobertos com redes plásticas que não atendiam aos padrões de segurança. Em coletiva de imprensa, Lee enfatizou a necessidade de revisar as normas de segurança e manutenção para evitar tragédias semelhantes no futuro.

O comitê, que será formado por um juiz, faz parte de um mecanismo legal que remonta ao período colonial britânico. A investigação se torna ainda mais urgente após a identificação de várias falhas nas normas de segurança durante a construção e reforma do edifício.

A polícia e o órgão anticorrupção de Hong Kong iniciaram uma investigação conjunta, resultando na detenção de 14 pessoas. Desses, 13 estão sendo acusados de homicídio culposo relacionado ao incêndio no complexo Wang Fuk Court, localizado no distrito de Tai Po.

Lee comentou que os responsáveis pelo incidente tentaram enganar as autoridades ao misturar redes de qualidade inferior com as certificadas. A cidade permanece abalada pela tragédia, com milhares de moradores prestando homenagens às vítimas e exigindo responsabilização.

Recentemente, o estudante Miles Kwan foi detido sob a acusação de “intenção sediciosa” após distribuir panfletos pedindo uma investigação independente. Uma petição online que ele lançou rapidamente ganhou mais de 10.000 assinaturas antes de ser removida. Outras pessoas, incluindo o ex-vereador Kenneth Cheung, também foram detidas.

Lee afirmou que não vai tolerar que criminosos aproveitem a situação e acrescentou que a segurança de Hong Kong e da China deve ser mantida, sem fornecer detalhes adicionais sobre as medidas policiais. Desde que a China assumiu o controle de Hong Kong em 1997, a cidade tem enfrentado crescentes restrições à liberdade de expressão, especialmente após a introdução de uma rigorosa lei de segurança nacional em 2020.

O incêndio, que destruiu a maioria das torres do complexo, é o mais letal em um prédio residencial desde 1980. A polícia já finalizou as buscas nos edifícios afetados e encontrou corpos de vítimas em várias partes do local.

As famílias das vítimas estão começando os rituais funerários tradicionais e a tragédia continua ressoando entre os moradores da cidade. O que você acha dessa situação? Sinta-se à vontade para deixar sua opinião nos comentários.

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