ídolo do Atlético-MG recebe indenização por perseguição na ditadura

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A Comissão de Anistia do Governo Federal concedeu perdão a Reinaldo, ex-jogador e ídolo do Clube Atlético Mineiro, por perseguição política enfrentada durante a ditadura militar no Brasil. O órgão do Ministério dos Direitos Humanos também indenizou o ex-atacante em R$ 100 mil. A entrega do reconhecimento ocorreu em Brasília na última terça-feira.

Reinaldo compartilhou sua experiência de perseguição, citando a não convocação para a Copa do Mundo de 1982 como um exemplo marcante. Ele afirmou que foi alvo de uma campanha de difamação que prejudicou suas oportunidades. “A razão era clara: rebuliço em torno do meu comportamento fora de campo”, explicou.

Ídolo do Atlético-MG recebe indenização por perseguição na ditadura

Reinaldo sofreu perseguição entre 1978 e 1986, sendo monitorado pelo Sistema Nacional de Informações (SNI), órgão ligado ao regime militar responsável por censura e espionagem. A anistia foi aprovada por unanimidade, com a relatora Rita Maria de Miranda Sipahi enfatizando que a indenização seria paga em parcela única.

Além do SNI, o ex-jogador enfrentou incomodações de generais da Confederação Brasileira de Desportos, antecessora da CBF. Reinaldo, conhecido por suas comemorações de punho cerrado, inspirou-se em militantes do movimento Panteras Negras, que lutavam contra o racismo e pelos direitos civis.

José Reinaldo de Lima, um dos maiores artilheiros do futebol brasileiro, destacou-se nas categorias de base do Clube. Com 475 partidas e 255 gols, ele é o maior goleador da história do clube.

Entre seus títulos pelo Atlético-MG, estão:

  • 1975 e 1976: Taça Minas Gerais
  • 1976, 1978 a 1983, 1985: Campeonato Mineiro

Essa história revela não apenas a luta de um atleta, mas também as marcas de um período difícil da história do Brasil. E você, o que pensa sobre a redempção e a reflexão desses episódios? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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