Em vez de cassação, Câmara aprova suspensão do mandato de Glauber Braga por seis meses

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A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira (10), a suspensão por seis meses do mandato do deputado Glauber Braga (Psol-RJ). A decisão foi aprovada por 318 votos a favor e 141 contrários, incluindo uma emenda do PT que propôs a suspensão como alternativa à cassação, conforme definido pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.

A suspensão foi viabilizada pela aprovação do Projeto de Resolução 86/25, norma já promulgada pela Mesa Diretora (Resolução 32/25).

A cassação do deputado, defendida pelo Conselho de Ética, teve como motivação um episódio de abril de 2024, quando Braga supostamente agrediu e expulsou Gabriel Costenaro, militante do MBL, do espaço da Câmara. O parecer do deputado Paulo Magalhães (PSD-BA) foi aprovado por 13 votos a 5.

Paulo Magalhães apresentou em plenário o parecer favorável à cassação e destacou que o relatório já havia sido aprovado pela CCJ. Em seu discurso, ele evitou ler o parecer e lembrou o episódio ocorrido na terça-feira (9), quando Glauber ocupou a cadeira do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e foi retirado à força pela Polícia Legislativa.

A defesa de Glauber acompanhou o debate, com o parlamentar citando a própria mãe e afirmando que, pela família, faria “muito mais do que apenas um chute na bunda”. Ele sustentou que o processo de cassação não estaria relacionado aos chutes, mas a uma movimentação política envolvendo o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). O deputado também traçou comparações com Carla Zambelli, presa na Itália, e com Eduardo Bolsonaro.

RELEMBRE: Glauber foi alvo de processo disciplinar após a agressão em 2024 contra Gabriel Costenaro, ligado ao MBL, que foi expulso com chutes dos corredores da Câmara. Na época, o parlamentar alegou ter reagido a falas do influenciador, que, segundo ele, teria atacado sua mãe, falecida recentemente.

Em abril, o Conselho de Ética aprovou o pedido de cassação apresentado pelo Novo; o processo seguiu para votação em plenário, marcada para esta quarta-feira. Para sensibilizar os parlamentares, Glauber chegou a fazer uma greve de fome que durou nove dias.

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