Empresário ligado ao PCC acusa Davi Alcolumbre de negociata em troca de show de Roberto Carlos

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), está no centro de uma acusação de negociação de influência, conforme a delação premiada de Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco”, um dos principais alvos da Operação Carbono Oculto. A apuração aponta a ligação entre o financiamento de atividades culturais e tentativas de interferir em decisões políticas ligadas ao PCC.

Segundo a revista Piauí, Beto Louco afirma ter desembolsado R$ 2,5 milhões a pedido de Alcolumbre para bancar um show de Roberto Carlos em Macapá, no dia 28 de dezembro de 2024. A alegação envolve que o apoio financeiro visava facilitar interesses do PCC, em troca da reversão de uma decisão da Agência Nacional do Petróleo (ANP) que proibiu a Copape, empresa ligada a Louco e Mohamad Hussein Mourad (“Primo”).

Alega-se que Alcolumbre concordou com o acordo e orientou Louco a contatar um intermediário identificado como “Cleverson” (Kleryston Pontes Silveira), para efetivar o pagamento, que teriam sido enviadas em duas parcelas de R$ 1,25 milhão para contas distintas. Após os depósitos, o senador teria respondido com a mensagem “tamo junto sempre!” e um emoji de mãos em prece, segundo registros da apuração.

A PF aponta que Beto Louco e “Primo” seriam responsáveis pelo lobbying junto ao grupo político que apoiava o esquema. A denúncia provoca preocupação em Brasília, com menções a nomes como Antonio Rueda, presidente do União Brasil, e Ciro Nogueira, presidente do PP.

Em etapa anterior, o portal UOL informou que Beto Louco também providenciou a entrega de canetas de Mounjaro ao senador em agosto de 2024. A ação ocorreu após um almoço na casa de Antonio Rueda, num momento em que o medicamento circulava sem autorização da Anvisa para uso no emagrecimento.

Mensagens de texto e um áudio, confirmados por Janduí Nunes Bezerra Filho, motorista particular de Alcolumbre, indicam que o medicamento foi entregue ao senador em 6 de agosto de 2024.

Em nota enviada à imprensa, Alcolumbre negou as acusações, afirmando que não mantém relação comercial ou empresarial com os citados e que sempre buscou apoio institucional de empresas para iniciativas que fortalecem a cultura e geram empregos no Amapá. A resposta não respondeu às perguntas específicas da reportagem sobre a negociação.

O caso continua em investigação, gerando debates no cenário político sobre o possível alinhamento entre o Centrão e a base bolsonarista. Diante das denúncias, qual é sua leitura sobre o impacto para a política local e nacional? Compartilhe seus pensamentos nos comentários.

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