Polícia libera suspeito de ataque na Universidade Brown e admite que atirador segue foragido

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Tiroteio na Brown University, em Providence, Rhode Island, deixou dois mortos e nove feridos durante provas presenciais no sábado. Um homem armado invadiu o prédio e abriu fogo, levando a uma ordem de confinamento e horas de busca pelo autor. Um suspeito foi detido, mas, no domingo, as autoridades anunciaram que ele não é mais uma pessoa de interesse e será liberado, enquanto a investigação continua para identificar o verdadeiro responsável.

A cidade de Providence encerrou as restrições após a detenção, mas o prefeito Brett Smiley indicou que, em breve, a pessoa detida seria liberada. O procurador-geral de Rhode Island, Peter Neronha, disse que não há base para manter o suspeito sob esse rótulo e que ele será liberado, sem revelar mais detalhes da investigação.

Dos nove feridos, um está em estado crítico, sete estão estáveis e um já recebeu alta. Joseph Oduro, professor-assistente que estava em uma sala de aula durante o ataque, relatou à CNN que pediu aos alunos que se aproximassem para se proteger e que o atirador—quase certo de que entrou na sala—gritou algo antes de atirar. A polícia também divulgou uma breve filmagem de 10 segundos mostrando o suspeito caminhando com as costas para a câmera, pouco depois de entrar no edifício. Ele foi visto com roupas escuras e uma máscara cinza camuflada.

Christina Paxson, presidente da Brown University, confirmou que todas as vítimas são estudantes da instituição. As provas finais, programadas para este domingo, foram adiadas. O ataque é mais um capítulo de uma sequência de violência com armas nos Estados Unidos, destacando a fragilidade da segurança em ambientes de ensino.

Durante um evento na Casa Branca, o presidente Donald Trump comentou o ataque, elogió a universidade e desejou boa recuperação aos feridos, além de expressar condolências às famílias das vítimas. O episódio se insere em um contexto de intenso debate sobre controle de armas no país, com ataques em massa já frequentes segundo registros oficiais.

Segundo o Arquivo de Violência com Armas, mais de 300 ataques desse tipo foram registrados nos Estados Unidos desde o início do ano. Em 2024, mais de 16.000 pessoas morreram vítimas da violência armada, sem contar suicídios segundo a Gun Violence Archive. A Brown University, instituição da Ivy League próxima a Boston, conta com cerca de 11.000 alunos.

Este episódio reacende a discussão sobre segurança em campus e a gestão de incidentes de violência com armas no país. Compartilhe nos comentários como você avalia as medidas de proteção em universidades e o que acha que pode ser feito para evitar tragédias assim.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Trump viaja para China nesta terça; Taiwan deve ser um dos temas centrais

Trump viaja à China para encontro com Xi Jinping, com a missão de discutir Taiwan, comércio bilateral e questões regionais como o Irã...

União Europeia barra carne brasileira por falta de garantias sobre antibióticos

A União Europeia divulgou uma lista de países que cumprem as regras contra o uso excessivo de antibióticos na pecuária. O Brasil ficou...

AtlasIntel: Desaprovação de Trump atinge 59,8%; economia é a maior preocupação

Um levantamento da AtlasIntel, realizado de 4 a 7 de maio de 2026 com 2.069 eleitores dos EUA, aponta alta desaprovação ao presidente...