Meloni considera ‘prematuro’ assinar acordo UE-Mercosul

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Meloni diz que Itália não está pronta para assinar o acordo UE-Mercosul e exige salvaguardas para agricultores. A primeira-ministra Giorgia Meloni afirmou que Roma considera prematuro fechar o amplo acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul nos próximos dias, porque algumas salvaguardas para proteger os agricultores italianos ainda não foram concluídas.

Ela reforçou que está confiante de que as condições existam para a assinatura no início de 2026, mas destacou que, no momento, não há acordo formal. A fala ocorreu durante discurso no Parlamento italiano, em meio a negociações entre a Comissão Europeia e os países da UE para obter apoio antes do fim do ano.

O pacto, que reuniria a maior zona de livre comércio do mundo, permitiria à UE exportar mais veículos, máquinas, vinhos e bebidas alcoólicas para a América Latina, ao mesmo tempo em que facilitaria a entrada de carne, açúcar, arroz, mel e soja sul-americanos na Europa.

Alguns países, como Espanha e Alemanha, defendem aprovação rápida, mas a França manifestou preocupação com o impacto agrícola e pediu adiamento para 2026. Meloni ressaltou que a Itália tem trabalhado intensamente com a Comissão para atender às suas demandas.

Entre as medidas desejadas por Roma estão mecanismos de salvaguarda, um fundo de compensação e regulamentações mais rígidas sobre pragas e doenças. Em preparação à reunião do Conselho Europeu em Bruxelas, Meloni reiterou que as condições ainda não estão totalmente concluídas, mas não pretende bloquear o acordo como um todo.

A Itália mantém a posição de que assinar o acordo no momento errado não atende aos seus interesses, mas acredita que, no começo de 2026, todas as condições poderão estar atendidas. O debate segue em meio a pressões internas e visitas de liderança para definir o roteiro final.

O tema permanece central para a agenda europeia, com a Comissão Europeia buscando um entendimento que dê tranquilidade aos setores mais sensíveis da agricultura italiana, alemã e francesa, sem comprometer o amplo potencial comercial entre a UE e o Mercosul. E você, o que acha da assinatura do acordo UE-Mercosul para a economia global?

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