Mutuípe conquista liminar do CNJ com mudanças significativas à vista sobre precatórios

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Nesta quinta-feira (18), o Conselho Nacional de Justiça concedeu uma medida liminar que pode abrir precedentes para prefeituras baianas. O CNJ garantiu a Mutuípe, no Vale do Jiquiriçá, uma revisão de como seus precatórios são cobrados e pagos.

A decisão partiu do corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques. Ele determinou que o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) revise imediatamente os planos anuais de pagamento de Mutuípe e reverta bloqueios de verbas que tenham ultrapassado o teto estabelecido pela Emenda Constitucional nº 136/2025.

O cerne da questão está na adaptação do Judiciário estadual às novas normas constitucionais. Em vigor desde setembro, a Emenda 136/2025 alterou o fluxo e os limites de pagamento de dívidas judiciais. Segundo a decisão do CNJ, o TJ-BA não havia ajustado o cronograma de Mutuípe às novas regras, mantendo cobranças e bloqueios que ignoravam o teto legal.

Com a liminar, todos os valores já pagos ou bloqueados pela administração municipal ao longo de 2025 devem ser recalculados. O ministro determinou que esses montantes sejam computados dentro do “piso” constitucional, impedindo que o tribunal exija pagamentos adicionais além do que a nova legislação permite.

Para o assessor jurídico de Mutuípe, Neomar Filho, a decisão traz alívio para a gestão municipal: “O CNJ reconheceu que o município já vinha cumprindo o piso de pagamento. Bloqueios realizados sem a observância dos novos limites ferem a Constituição e comprometem a administração pública.” O despacho também ressalta o ineditismo do caso e o perigo da demora, alertando que manter bloqueios irregulares pode causar danos irreparáveis às finanças locais, afetando saúde, educação e infraestrutura.

A decisão obriga o TJ-BA a recalcular o estoque de precatórios de Mutuípe sob a ótica da nova regra. O caso ainda segue para análise de mérito, mas a liminar assegura que não haja novas retenções de verbas fora do planejamento constitucional até a conclusão do processo. Fica a expectativa sobre como o município seguirá com o equilíbrio entre pagamento de dívidas e investimentos locais. Deixe seu comentário com a sua opinião sobre o tema.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Operação da Polícia Civil erradica 200 mil pés de maconha na região do Velho Chico

A Polícia Civil da Bahia incinerou 200 mil pés de maconha na zona rural de Barra do Mendes e em Brotas de Macaúbas,...

ANAC orienta aéreas a aceitar certidões digitais após recusas em embarques na Bahia

A ANAC orientou companhias aéreas a aceitarem certidões digitais de nascimento em embarques domésticos, após relatos de passageiros, especialmente crianças com até 12...

Caminhão carregado de verduras tomba em estrada vicinal de Jaguaquara

Um caminhão que transportava verduras tombou na manhã desta terça-feira (12) em uma estrada vicinal na zona rural de Jaguaquara, no Vale do...