Instituição beneficente na Inglaterra remove alegações falsas sobre as origens pagãs do Natal

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A English Heritage, instituição de caridade que cuida de mais de 400 sítios e edifícios históricos na Inglaterra, admitiu ter divulgado informações falsas sobre a data do Natal derivada de um festival pagão em homenagem ao deus sol. As publicações foram removidas após o erro ser identificado, em meio a debates sobre a confiabilidade de informações históricas divulgadas por instituições oficiais.

Embora a Bíblia não determine a data de nascimento de Cristo, há entre os primeiros cristãos a crença de que Jesus foi concebido em 25 de março, o que, contando nove meses, apontaria para 25 de dezembro. Essa tradição remonta, pelo menos, ao ano de 204 d.C., conforme é atribuído a Hipólito de Roma.

A English Heritage havia publicado, no X (antigo Twitter), a explicação: “Por que comemoramos o Natal em 25 de dezembro? Era celebrado pelos romanos como nascimento do deus sol, Sol Invictus. Depois que o Império Romano se converteu ao cristianismo, tornou-se feriado cristão e partes das festividades de inverno foram unificadas.”

Contudo, a evidência mais antiga de que o festival Sol Invictus era celebrado exatamente em 25 de dezembro data do final do século III — quase 100 anos após o início da comemoração cristã nessa data. A publicação também afirmou que o cristianismo “se tornou a religião oficial do Império Romano em 325 d.C.”; a ocasião mais reconhecida é associada ao marco de 380 d.C. Ambas as postagens foram apagadas e um porta-voz da English Heritage disse que o erro foi reconhecido e as mensagens removidas.

Historiadores reagiram, alguns recorrendo ao Google para contestar as afirmações. Enquanto parte das críticas sugere a existência de uma agenda por trás da divulgação, outras vozes destacam a necessidade de memória histórica fiel. Para Gavin Ashenden, escritor católico, a missão da instituição é preservar uma memória que, na prática, está fortemente ligada ao cristianismo e a sua influência na cultura, leis e tradições.

O episódio reacende o debate sobre como instituições históricas comunicam o passado e a importância de checar evidências antes de divulgar datas e eventos. O Natal, independentemente de referências a rituais antigos, continua a marcar a cultura de diversas tradições cristãs ao redor do mundo.

Como você vê esse episódio? Você acredita que é essencial que instituições históricas mantenham a precisão das informações? Compartilhe sua opinião nos comentários para iniciarmos a discussão.

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