MJSP revoga autorização de residência de sérvio investigado por manipulação no basquete brasileiro

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública revogou a residência no Brasil de Svetozar Popovic, ligado a suspeitas de manipulação de resultados no basquete. O processo, iniciado em 2024, teve a autorização concedida em setembro daquele ano e cancelada em março de 2025. O caso tramita em sigilo, sem detalhes oficiais divulgados. Esse cenário envolve indícios de fraudes em partidas e o acompanhamento de autoridades nacionais e internacionais.

Popovic era investidor do Rio Claro Basquete, equipe do interior paulista que retornou ao cenário nacional em 2025 após a formalização da parceria com o empresário estrangeiro. O clube foi alvo de investigações conduzidas pela Polícia Federal e pela FIBA, que levaram à suspensão ou ao término do vínculo. O Rio Claro afirmou manter o compromisso com a integridade esportiva, mesmo diante das investigações e da mudança de estratégias de patrocínio.

A relação direta de Popovic com o Força e Luz, clube potiguar que protocolou o pedido de residência, permanece sem comprovação clara. Em 2024, o Força e Luz foi alvo de uma operação do Ministério Público do Rio Grande do Norte, com jogos analisados pela linha de investigação, incluindo a derrota por 6 a 0 para o ABC e outros confrontos sob observação por indícios de fraudes.

O Rio Claro Basquete informou que encerrou o vínculo com Popovic assim que soube das investigações, rescindindo contratos com integrantes do projeto esportivo. A primeira posição do clube foi manter a continuidade de atividades por meio de patrocínios, reforçando o compromisso com a integridade esportiva, mesmo diante de investigações que envolvem o investidor estrangeiro. A Liga Nacional de Basquete (LNB) comunicou que recebeu as suspeitas em 21 de novembro de 2025 e repassou as informações às autoridades competentes, mantendo o monitoramento sem divulgar novos detalhes para não atrapalhar as apurações.

Ao menos duas partidas do Rio Claro estão sob suspeita: a derrota por 74 a 61 para o Botafogo, em 20 de novembro, pela NBB, com indícios de apostas que sugeriam pontuação menor; e a derrota de 95 a 64 para o São José logo em seguida, com padrões de apostas que indicavam o resultado esperado.

Este caso reacende o debate sobre integridade no basquete brasileiro e a fiscalização de investimentos estrangeiros em clubes. Deixe nos comentários a sua opinião sobre as medidas adotadas e o que mais pode ser feito para evitar fraudes em partidas.

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