Venezuela acusa EUA de ‘extorsão’ na ONU e recebe apoio de China e Rússia

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O embaixador da Venezuela na ONU, Samuel Moncada, condenou, durante a reunião do Conselho de Segurança, o bloqueio de navios petroleiros venezuelanos imposto pelos EUA. Ele afirmou que as ações de Washington buscam pressionar o país em meio à ofensiva norte-americana no Caribe, afirmando que estamos diante de uma potência que viola o direito internacional ao exigir que venezuelanos abandonem seu próprio país.

Rússia e China reagiram à pressão americana, com Vassily Nebenzia e Sun Lei criticando o que chamaram de intimidação e comportamento de caubói. Eles descreveram o bloqueio como agressão e alertaram para as consequências catastróficas dessa postura.

Os EUA mantêm uma frota de guerra no Caribe desde agosto e anunciaram um bloqueio naval para impedir a exportação de petróleo venezuelano. O presidente Donald Trump acusa Caracas de usar a venda de petróleo para financiar narcoterrorismo, tráfico de pessoas, assassinatos e sequestros, acusações que a Venezuela nega, dizendo que Washington busca derrubar Maduro para controlar as reservas do país.

O embaixador russo reforçou que as ações dos EUA violam normas internacionais e descreveu a medida como agressão. China, por meio de Sun Lei, reiterou oposição ao unilateralismo e à intimidação, apoiando a soberania venezuelana. Em resposta, o embaixador dos EUA, Mike Waltz, afirmou que os EUA farão o que for necessário para proteger o hemisfério e as fronteiras, mantendo as acusações de Maduro como líder de atividades ilícitas relevantes.

Especialistas apontam que o Cartel de Los Soles funciona mais como uma rede de corrupção do que como uma organização de tráfico. Recentemente, a Casa Branca aumentou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levem à prisão de Maduro.

Este rápido panorama mostra as principais linhas desse embate entre Caracas, Washington e seus aliados, com reações de Moscou e Pequim contrárias às sanções norte-americanas e o debate sobre soberania e segurança regional.

E você, qual é a sua leitura sobre esse atrito entre EUA, Venezuela e potências internacionais? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da discussão.

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