“Um pouco de dignidade”, diz advogado sobre velório de jovem arrastada

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Tainara Souza Santos, 30 anos, faleceu após ser atropelada e arrastada por um carro dirigido pelo ex-namorado. Ela esteve internada desde 30 de novembro e morreu na véspera do Natal. O velório está marcado para as 8h no Cemitério São Pedro, na zona leste de São Paulo, com o sepultamento às 12h.

O crime ocorreu na Marginal Tietê, na zona norte de São Paulo, e câmeras de segurança registraram o momento em que Tainara foi atingida e arrastada. O suspeito, Douglas Alves da Silva, 26 anos, ex de Tainara, foi preso no dia 30 de novembro, em um hotel na zona leste. Com a morte da vítima, ele passa a responder por feminicídio consumado.

A mãe de Tainara, Lucía Aparecida da Silva, publicou nas redes sociais uma mensagem anunciando o falecimento da filha: “descansou… agora é pedir por justiça”. No dia anterior, ela já havia informado que a filha não respondia aos medicamentos e pediu orações.

Câmeras também mostraram o momento do ataque. Letícia Dias, amiga de infância da vítima, disse que Tainara já havia perdido uma das pernas durante o arrastamento, sendo necessária a amputação das duas ao longo do tratamento. O relato da amiga indica a gravidade das lesões e o tempo de recuperação.

Durante o interrogatório, Douglas alegou estar arrependido e disse não conhecer Tainara. Segundo ele, estava em um bar na noite de sexta-feira (28/11) e, ao defender um amigo, houve uma briga. Ele afirmou que viu Tainara acompanhada de outro rapaz dentro do carro, atribuindo o ocorrido a um suposto problema mecânico. Disse ainda que deixou o local após perceber o carro “não ir para frente” e que seguiu para a Marginal Tietê, recebendo orientação para entregar o veículo às autoridades posteriormente.

A Polícia, no entanto, desmente a versão apresentada por Douglas. As investigações indicam que ele conhecia Tainara, com quem teve um relacionamento casual, e que o crime teve motivação de ciúmes após o término. Kauan tentou impedir o motorista e pediu que ele parasse o carro enquanto a vítima era arrastada. O delegado afirma que Tainara só escapou porque o corpo se desprendeu do veículo. A irmã da vítima disse que Douglas a perseguia há tempos e que os dois nunca tiveram um relacionamento estável.

Polícia desmente versão. O depoimento de Douglas contrasta com as informações reunidas pela polícia. As investigações indicam que ele conhecia Tainara e que houve um relacionamento casual. Kauan tentou impedir o motorista e pediu que ele parasse o carro enquanto a vítima era arrastada. O delegado Augusto Bícêgo afirmou que Tainara só escapou porque o corpo se desprendeu do veículo. A irmã da vítima afirmou que Douglas já a perseguia há tempos e que os dois nunca tiveram um relacionamento sério.

A família pede justiça e a comunidade da cidade acompanha o desfecho do caso com atenção às próximas etapas da investigação. Caso você tenha alguma opinião sobre as informações apresentadas, compartilhe seus pensamentos nos comentários para que possamos debater de forma respeitosa e consciente.

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