No tempo das diligências – ou do imperialismo sem máscara

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Foi por água abaixo, em menos de 24 horas, o principal argumento da direita brasileira para festejar o sequestro de Nicolás Maduro, levado a cabo por forças militares dos EUA. Maduro foi preso e transferido para uma penitenciária de Nova York, onde enfrentará acusações de tráfico de drogas. O episódio não indica um restabelecimento da democracia na Venezuela, mas sim um desfecho de um capítulo turbulento.

A explicação central, segundo o texto, é a cobiça americana pela maior reserva de petróleo do mundo, situada na Venezuela. O petróleo é apontado como motor de intervenções internacionais, lembrando que foi também utilizado para justificar a invasão do Iraque em 2003.

A narrativa relembra que o Iraque, sob Saddam Hussein, foi derrubado sob a acusação de armas de destruição em massa, que não existiam. A ocupação durou quase oito anos, e o país acabou mergulhado em uma situação de instabilidade e de governo autocrático que persiste até hoje.

No âmbito venezuelano, a governança democrática é prejudicada pela corrupção sistêmica, pela presença de milícias fora da lei e por interferências externas, especialmente do Irã. No sábado, ao anunciar a prisão de Maduro, Trump afirmou que os EUA “governariam” a Venezuela, e no dia seguinte Rubio ressaltou que haverá “uma quarentena militar” sobre as exportações de petróleo. Os militares venezuelanos entregaram Maduro aos EUA, abrindo caminho para a posse de Delcy Rodríguez Flores como presidente interina, que passou a cobrar a devolução de Maduro.

Segundo o The Atlantic, as falas de Trump foram acompanhadas de correções de Rubio; já o The New York Times descreve essa troca como uma retomada de diplomacia de canhoneiras, associando-a a uma postura imperialista do século XIX. O senador democrata Mark Warner teme que a ambição de dominar o Hemisfério Ocidental atraia China e Rússia para a região.

Rubio reforçou que este é o Hemisfério Ocidental, e que não se permitirá que o território seja usado como base de operações para adversários ou rivais dos EUA. As sanções, portanto, permanecem até que o governo venezuelano se abra a investimentos estrangeiros e garanta condições para o setor de petróleo e outras riquezas.

E você, qual a sua leitura sobre esse movimento entre EUA, Venezuela e seus parceiros na região? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa.

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