Plano dos EUA para Venezuela tem três fases, afirma Rubio

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O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, apresentou, nesta quarta-feira (7), um plano norte-americano para a Venezuela dividido em três fases. A prioridade inicial é a estabilização do país para evitar mergulhar no caos, segundo Rubio. Entre as medidas, está a ideia de uma “quarentena” da Venezuela no mercado internacional e a apreensão de petroleiros.

A segunda etapa, denominada recuperação, busca assegurar que americanos, o leste e outras empresas tenham acesso ao mercado venezuelano de forma justa. Ao mesmo tempo, prevê um processo de reconciliação nacional para que as forças da oposição sejam anistiadas e liberadas de prisões, permitindo que a sociedade civil comece a se reconstruir.

Por fim, a terceira fase é a de transição de poder. Rubio explicou que esse caminho está orientando as ações norte-americanas para influenciar o desfecho político na Venezuela, com foco em governança estável e reformas necessárias.

Desde sábado, Nicolás Maduro foi capturado pelos Estados Unidos e a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu o comando, tornando-se presidente interina. Rodríguez afirmou que não há agentes externos comandando a Venezuela. Em resposta, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que as decisões do novo governo venezuelano serão “ditadas” pelos Estados Unidos, mantendo uma coordenação estreita com as autoridades interinas.

Washington pretende assumir o controle das vendas de petróleo venezuelano para atender aos seus próprios interesses e, ao mesmo tempo, conter as vendas no mercado paralelo. Trump afirmou, em conversas, que o governo interino teria oferecido entre 30 e 50 milhões de barris. As forças americanas retomaram o bloqueio ao petróleo venezuelano, apreendendo um petroleiro carregado no Caribe e outro, em bandeira russa, vago no Atlântico Norte.

Rubio afirmou, em audiência no Congresso, que Caracas já entrou em contato para que o petróleo apreendido faça parte do acordo sobre o futuro do petróleo, enfatizando que, na Venezuela, não estamos improvisando.

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