O Brasil anunciou o envio de 100 toneladas de medicamentos e insumos de saúde à Venezuela, como forma de apoiar a população diante da invasão militar dos Estados Unidos que atingiu Caracas e resultou na apreensão de Nicolás Maduro e de Cilia Flores. A medida, publicada pelo Ministério da Saúde, reforça a solidariedade regional em momentos de crise.
Na primeira remessa, 40 toneladas de insumos ficarão destinadas, com prioridade, para cerca de 16 mil pacientes que dependem de diálise. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que essa doação não compromete a assistência aos 170 mil pacientes que já fazem diálise no Brasil, já que o país mantém estoques seguros.
Os insumos foram assegurados por doações de hospitais universitários e entidades filantrópicas de todo o país. O conjunto inclui medicamentos de uso contínuo, filtros, linhas arterial e venosa, cateteres e soluções para hemodiálise, destinados ao atendimento de venezuelanos, especialmente aos pacientes sob diálise.
As 100 toneladas ficarão armazenadas no Centro de Distribuição de Insumos e Medicamentos do Ministério da Saúde, em Guarulhos, SP, até serem totalmente despachadas para a Venezuela.
A iniciativa reforça a cooperação entre Brasil e Venezuela, países vizinhos com uma fronteira de mais de mil quilômetros. A violência e a destruição do principal centro de distribuição de medicamentos venezuelano elevam a necessidade de apoio humanitário e de assistência contínua à saúde na região.
Em carta à ministra da Saúde da Venezuela, Magaly Gutiérrez, Padilha reiterou o compromisso brasileiro com a garantia de atendimento à saúde, destacando a prioridade aos pacientes de diálise afetados pela destruição do centro de distribuição.
Essa ação demonstra a importância da cooperação regional em momentos de crise. Compartilhe nos comentários a sua opinião sobre o papel de parceiros vizinhos em oferecer apoio humanitário quando mais é preciso.

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