EUA: Galípolo e bancos globais oferecem “total solidariedade” a Powell

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Em declaração divulgada nesta terça-feira (13/1), diversos bancos centrais globais ofereceram solidariedade ao presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, incluindo o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo. A nota ressalta que a independência dos bancos centrais é um pilar essencial da estabilidade de preços, financeira e econômica, no interesse de cidadãos ao redor do mundo.

Powell x Trump

  • O Departamento de Justiça dos EUA abriu um inquérito sobre o Fed, em especial sobre o seu presidente, Jerome Powell, no domingo (11/1).
  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta segunda-feira (12/1), que não tem relação com a decisão de procuradores de conduzir a investigação.
  • A apuração investiga se Powell mentiu ao Congresso sobre os custos de uma reforma na sede do Fed, estimados em US$ 2,5 bilhões.

Em comunicado divulgado pelo Fed, Powell informou que a investigação é uma retaliação direta do governo de Donald Trump, e ressaltou que a independência da instituição é vital para manter a confiança pública nas decisões de política monetária.

Powell, citando o depoimento ao Comitê Bancário do Senado sobre a reforma dos prédios administrativos do Fed em junho de 2025, disse ainda que “a ameaça de acusações criminais é uma consequência do Federal Reserve definir as taxas de juros com base na nossa melhor avaliação do que será melhor para o público, em vez de seguir as preferências do presidente”.

Entre os signatários da declaração estão Christine Lagarde (presidente do BCE), Andrew Bailey (Banco da Inglaterra), Erik Thedéen (Sveriges Riksbank), Christian Kettel Thomsen (Danmarks Nationalbank), Martin Schlegel (Banco Nacional da Suíça), Ida Wolden Bache (Norges Bank), Michele Bullock ( Reserve Bank of Australia), Tiff Macklem (Banco do Canadá), Chang Yong Rhee (Banco da Coreia), Gabriel Galípolo (Banco Central do Brasil), François Villeroy de Galhau (BIS) e Pablo Hernández de Cos (BIS).

Ao longo do último ano, Trump e aliados intensificaram críticas a Powell por não promover cortes nos juros no ritmo defendido pelo republicano.

Para os bancos, é essencial preservar essa independência, com pleno respeito ao Estado de Direito e à responsabilidade democrática.

E você, qual é a sua leitura sobre o papel da independência do sistema financeiro global diante de pressões políticas? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe como você vê o equilíbrio entre política e política monetária hoje.

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