O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apontou que o grande desconto oferecido em pagamentos com Pix em postos de gasolina está ligado a elos com o PCC, conforme a Operação Carbono Oculto que investiga o crime organizado no setor de combustíveis.
Ele explicou que o monitoramento do Pix não é taxa e não substitui tributo, fazendo a ressalva de que não há respaldo legal para cobrar taxas pelo Pix. Haddad destacou a autonomia de órgãos como a Receita Federal, a Polícia Federal e o Ministério Público, que atuam em benefício do país.
Lavagem de dinheiro em postos de gasolina
A Operação Carbono Oculto foi deflagrada em 28 de agosto de 2025 pelo Gaeco, do Ministério Público de São Paulo, com o objetivo de desmontar o esquema de fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. A força-tarefa afirma tratar-se da maior operação contra o crime organizado da história do país.
A investigação aponta que a rede envolve desde importação, produção, distribuição e venda ao consumidor final, com pontos de ocultação e blindagem patrimonial por meio de fintechs e fundos com sede na Avenida Faria Lima, em São Paulo.
Segundo a Receita Federal, 1.200 postos movimentaram mais de 52 bilhões de reais entre 2020 e 2024, pagando apenas 90 milhões de reais em impostos (0,17%). Para lavar o dinheiro, o grupo usaria 40 fundos com patrimônio de 30 bilhões de reais, administrados por operadores no centro financeiro de São Paulo.
A atuação do crime no setor foi descoberta após máquinas de cartão vinculadas a um estabelecimento serem encontradas em casas de jogos de azar no litoral de São Paulo.
As investigações seguem para esclarecer responsabilidades e ampliar o combate à lavagem de dinheiro no segmento de combustíveis. Comente abaixo o seu ponto de vista sobre a relação entre pagamentos rápidos, o setor de combustível e a atuação de autoridades no enfrentamento de crimes financeiros.

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