Portugal caminha para o segundo turno das eleições presidenciais, com André Ventura, líder do Chega, afirmando que “a direita acordou” ao enfrentar António José Seguro da esquerda. O país permanece sob a condução de Marcelo Rebelo de Sousa, da centro-direita.
Ventura mantém afinidade com Eduardo Bolsonaro e já insinuou que o presidente Lula é ladrão. Em suas redes, o líder do Chega publicou uma foto de Lula cumprimentando o primeiro-ministro português e questionou: “Será que o primeiro-ministro ficou com a carteira?”
Estimulado por Eduardo Bolsonaro, Ventura também atacou o ministro do Supremo Gilmar Mendes, que — anualmente — organiza o fórum em Lisboa conhecido como “Gilmarpalooza”, reunindo a nata dos três poderes e do empresariado no país.
Em tom de escolha entre correntes ideológicas, Ventura afirmou que, se o segundo turno se confirmasse, haveria uma “nova direita” em Portugal capaz de derrotar o socialismo, buscando unir a direita em torno de um objetivo comum.
Entre a centro-direita, Luís Marques Mendes (PSD) declarou que não apoiará nenhum dos concorrentes no segundo turno, justificando a posição pela leitura do momento político e pela derrota da sua linha.
Analistas veem as chances de Ventura vencer como pequenas, mas destacam que, em 2025, o Chega conquistou 60 cadeiras no Parlamento, tornando-se a segunda maior força política do país. O discurso anti-imigração de Ventura preocupa moradores brasileiros que vivem em Portugal, reacendendo debates sobre integração e políticas migratórias.
Como você vê o papel de Ventura e do Chega no cenário político português? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da discussão sobre o futuro da direita em Portugal.

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