Segundo mandato de Trump completa um ano: veja as decisões que marcaram o retorno à Casa Branca

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Trump completa nesta terça-feira o primeiro ano de seu segundo mandato à frente dos Estados Unidos, período marcado por uma postura imprevisível na política externa e por medidas fortes na política interna, que redesenharam alianças e geraram tensões diplomáticas e impactos econômicos globais.

Internamente, a imigração foi um pilar central. Embora a deportação total não tenha acontecido, o governo mobilizou mais de 20 mil agentes para atuar nas fronteiras, resultando na deportação de cerca de 605 mil pessoas e na saída voluntária de quase 2 milhões até dezembro. Episódios de violência, como a morte de uma cidadã americana em Minnesota, desencadearam protestos.

No campo institucional, a relação com democracias foi impactada. Logo no início, Trump concedeu perdão a cerca de 1.500 envolvidos na invasão ao Capitólio de 2021. Ao longo do ano, a administração cortou verbas, abriu investigações contra grandes universidades e moveu processos bilionários contra a imprensa, além de pressionar escritórios de advocacia que atuassem contra a gestão.

Economia e política externa foram marcadas por protecionismo. Em abril, houve um aumento abrupto de tarifas para 185 países. O Brasil enfrentou uma elevação de 10% para 50% em meio a divergências com o ex-presidente Jair Bolsonaro, normalizando apenas após uma reunião entre Trump e Lula em outubro, com retirada progressiva das tarifas.

No plano global, a postura oscilou entre intervencionismo militar e isolacionismo. A administração fechou a USAID e reduziu recomendações de saúde, como o apoio a seis vacinas infantis. Por outro lado, intensificou ações militares no Caribe e realizou operações na Venezuela que resultaram na captura de Nicolás Maduro.

As alianças também foram testadas: a parceria com Israel se fortaleceu, enquanto a relação com a Ucrânia se deteriorou, com críticas públicas a Volodymyr Zelenski. Trump manteve uma diplomacia ambígua com Vladimir Putin e chegou a pressionar a Dinamarca pela venda da Groenlândia, sob ameaça de sanções comerciais.

O ano também trouxe controvérsias pessoais, como a aprovação de uma lei para liberar documentos sobre o caso Epstein, com menos de 1% dos arquivos tornados públicos, apesar de vazamentos que sugeriam vínculos entre Trump e o bilionário.

Este é o retrato de um ano marcado por decisões que mobilizaram debates sobre imigração, economia, imprensa e alianças internacionais. As consequências, domésticas e globais, continuam a polarizar a avaliação do retorno à Casa Branca.

E você, o que acha das escolhas desta gestão? Compartilhe sua opinião nos comentários sobre o segundo mandato de Trump e o que deve vir pela frente. Sua visão pode enriquecer a discussão.

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