Sánchez rejeita convite de Trump a Conselho da Paz por ‘coerência’

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O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, reiterou que o futuro de Gaza e da Cisjordânia pertence aos palestinos e destacou a importância do diálogo entre a Palestina e Israel. Em tom firme, ele ressaltou que a Espanha continua comprometida com a paz, com a cooperação de parceiros europeus e da comunidade internacional, visando a estabilização da região.

Sobre o novo Conselho da Paz proposto por Donald Trump, Sánchez afirmou que a Espanha não ingressará na iniciativa, defendendo coerência com a ordem multilateral, com a ONU e com os direitos internacionais. Segundo ele, esse conselho está fora da ONU e não incluiu a Autoridade Palestina.

Entre os que já aceitaram participar estão Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria; Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel; Javier Milei, presidente da Argentina; Nikol Pashinyan, primeiro-ministro da Armênia; e Vjosa Osmani, presidente do Kosovo. A diplomacia saudita anunciou a adesão de um conjunto de países ao organismo, incluindo ministros das Relações Exteriores de várias nações, além de Hamad bin Isa Al Khalifa, monarca do Bahrein, e Mohammed VI, rei do Marrocos, como membros fundadores. Também confirmaram participação os presidentes do Cazaquistão, Kassym-Jomart Tokayev, e do Azerbaijão, Ilham Aliyev.

Quem ainda não respondeu inclui Noruega, França e Ucrânia, cujos líderes não confirmaram participação. A Rússia afirmou que precisa esclarecer nuances com Washington antes de decidir, enquanto a China manteve posição de defesa do sistema internacional sem indicar adesão. O Reino Unido quer estudar as modalidades do convite; a Alemanha pediu coordenação com parceiros, e Ursula von der Leyen, presidenta da Comissão Europeia, ainda não respondeu, assim como Andrej Plenkovi?, da Croácia, que pediu mais tempo. A ministra canadense das Relações Exteriores, Anita Anand, disse que a situação está sendo analisada.

No âmbito diplomático, o texto menciona ainda convites a outras partes, incluindo o Vaticano, representado por Pietro Parolin, subsecretário de Estado, com observações sobre o que fazer. Observa-se, assim, uma corrida internacional para definir quem participa do Conselho da Paz, criado em meio a uma reformulação das relações internacionais sob a liderança de Trump, que desde janeiro de 2025 é o presidente dos Estados Unidos.

Em meio a esse cenário, Sánchez destacou a importância de manter o foco na solução pacífica: diálogo contínuo entre as partes e cooperação entre as nações para construir uma base estável para a região. A posição da Espanha reforça a busca por soluções alinhadas à ONU, aos direitos internacionais e ao direito de cada povo de decidir seu próprio futuro, com atenção especial às necessidades humanitárias e à segurança regional.

E você, o que pensa sobre a proposta de um Conselho da Paz e a participação ou não de diferentes países? Deixe seu comentário abaixo com sugestões e opiniões sobre o caminho mais viável para a paz no Oriente Médio e o papel da diplomacia multilateral nesse processo.

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