Trump fala em “testar” a Otan para agir contra imigrantes nos EUA

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Meta descrição: Trump sugere usar a OTAN para lidar com a imigração na fronteira dos EUA com o México, avalia invocar o Artigo 5, discute a Groenlândia e impõe (e recua de) tarifas, em meio a tensões com aliados. Confira os principais pontos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (22/1) que o país poderia recorrer à OTAN para lidar com a imigração na fronteira com o México, descrevendo a entrada de migrantes como uma invasão em uma publicação nas redes sociais.

Ele sugeriu que o Artigo 5, que estabelece defesa coletiva entre os membros da aliança, poderia ser acionado para obrigar aliados a colaborar com a proteção da fronteira sul, liberando agentes da Patrulha de Fronteira para outras tarefas.

“Talvez devêssemos ter colocado a Otan à prova: invocado o Artigo 5 e forçado a Otan a vir até aqui proteger nossa fronteira sul contra novas invasões de imigrantes ilegais, liberando assim um grande número de agentes da Patrulha de Fronteira para outras tarefas”, disse Trump.

O mecanismo, no entanto, nunca foi utilizado para esse tipo de situação. O Artigo 5 é tradicionalmente associado a ataques armados contra membros da OTAN. Até hoje, o dispositivo foi acionado apenas uma vez, em 2001, após os atentados de 11 de setembro.

As declarações do presidente ocorrem em meio a atritos entre Washington e os aliados da OTAN. Trump tem elevado o tom contra parceiros ao defender que os EUA passem a ter controle sobre a Groenlândia, território autônomo pertencente à Dinamarca, sob o argumento de segurança estratégica.

Disputa pela Groenlândia: Trump afirmou que os Estados Unidos teriam amplo acesso à Groenlândia após um possível acordo envolvendo a OTAN, mas evitou confirmar se pretende comprar a ilha, dizendo que as negociações seguem em andamento.

Segundo ele, uma base inicial do entendimento foi discutida após reunião com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça. Os detalhes do possível acordo, porém, ainda não foram divulgados.

Antes disso, Trump havia feito declarações que geraram reação imediata na Europa ao mencionar a possibilidade de assumir o controle da Groenlândia, inclusive por meios militares. Países da aliança afirmaram que defenderiam o território, conforme previsto no tratado da OTAN.

Nesse cenário, pequenos contingentes militares de nações aliadas foram enviados à Groenlândia. A movimentação levou Trump a anunciar tarifas de 20% contra esses países. Após avanços nas negociações sobre o território, no entanto, o presidente voltou atrás e retirou a tarifação aplicada a países como Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia.

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Aulas de interpretação à parte, a matéria mostra um cenário de grande volatilidade na pauta externa dos EUA, com stimulant de alianças e questões estratégicas envolvendo imigração, defesa e territórios sensíveis na região.

E você, o que pensa sobre o uso potencial da OTAN para questões de imigração e a disputa pela Groenlândia? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe como enxerga o papel dos EUA e dos aliados nesse debate.

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