Instalação de placa marca reconhecimento público do “Cemitério dos Africanos” em Salvador

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) participou, na manhã da segunda-feira (26), da instalação da placa que marca o reconhecimento público do sítio arqueológico “Cemitério dos Africanos”. O ato ocorreu no estacionamento do Complexo da Pupileira, em Salvador, local interditado desde outubro.

A instalação contou com a presença do coordenador do Núcleo de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (Nudephac), promotor de Justiça Alan Cedraz, das pesquisadoras responsáveis pelo estudo, Silvana Olivieri e Jeanne Almeida, além de representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), lideranças religiosas e da sociedade civil.

A interdição do estacionamento foi realizada após recomendação do MPBA à Santa Casa de Misericórdia, fundamentada em Parecer Técnico do Iphan e no registro do espaço como sítio arqueológico no Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos (CNSA/SGPA).

Durante o ato, o promotor Alan Cedraz afirmou que a afixação da placa representa a conclusão de uma primeira etapa, marcada pelo diálogo entre a Santa Casa, instituições, sociedade civil e lideranças religiosas. Ele também vinculou o momento à data da Revolta dos Malês, ocorrida em 25 de janeiro.

“Também é um momento simbólico por conta da proximidade com a data da histórica Revolta dos Malês (25 de janeiro), e que visa representar o que queremos construir daqui pra frente: um lugar em que possamos mais do que relembrar todas as situações de violação de direitos humanos que esse espaço representa, pois este é um sítio arqueológico que carrega em si um grande valor espiritual, que necessita de uma atuação sensível e uma sempre em diálogo com as lideranças religiosas, sociedade civil e lideranças dos movimentos sociais negros, para que possamos avançar a partir de uma perspectiva que busca reverter esse profundo processo de aterramento e apagamento histórico”, declarou Cedraz.

A chefe da Divisão de Apoio Técnico do Iphan, Paula Cardoso, ressaltou que o local está formalmente protegido pela legislação de arqueologia. “Uma contribuição que vem a partir da pesquisa científica, do conhecimento técnico, e que afeta a vida de milhares de pessoas que se relacionam com o espaço das formas mais diversas”, disse.

A instalação da placa foi realizada após as pesquisadoras Jeanne Dias e Silvana Olivieri apresentarem um pedido de apoio ao MP-BA, que obteve a aprovação do Iphan e a anuência da Santa Casa de Misericórdia.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Imagens mostram suspeito fazendo selfies com armas antes de ataque em jantar com Trump

Resumo: Imagens divulgadas pelo governo dos Estados Unidos mostram Cole Tomas Allen, 33 anos, em um quarto de hotel, cercado por armas, momentos...

Com Odair Cunha no TCU, suplentes mineiros brigam por vaga na Câmara

Resumo curto: Belo Horizonte pode perder um deputado da cidade para o Tribunal de Contas da União. Odair Cunha está próximo de deixar...

Justiça argentina manda a julgamento irmãs de Maradona e advogado por fraudar marca do ex-jogador

Resumo: A Justiça argentina encaminhou a julgamento um caso de fraude envolvendo a exploração da marca Diego Maradona. Morla, o ex-advogado, as irmãs...