Um em cada cinco governadores mudou de partido após as eleições de 2022

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Seis dos 27 governadores eleitos no Brasil em 2022 já trocaram de partido desde o início do mandato. Duas mudanças ocorrem nesta semana: o governador do Amapá, Clécio Luís, deixará o Solidariedade para se filiar ao União Brasil na próxima sexta-feira; já Ronaldo Caiado, governador de Goiás, anunciou a saída do União Brasil e a entrada no PSD.

O PSD, inclusive, tornou-se destino de outros chefes do Executivo estadual. No ano passado, Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e Raquel Lyra, de Pernambuco, deixaram o PSDB e ingressaram na sigla. Com isso, o número de governadores tucanos foi reduzido ainda mais. Eduardo Riedel, do Mato Grosso do Sul, último eleito pelo PSDB que permanecia no partido, também deixou a legenda e se filiou ao PP.

Outro caso é o do governador do Maranhão, Carlos Brandão. Ele se desfiliou do PSB em setembro de 2025, após romper politicamente com aliados do ministro Flávio Dino, e desde então está sem partido. Segundo informações do jornal O Globo, Brandão pretende articular a candidatura do sobrinho Orleans Brandão (MDB) como sucessor no governo estadual. A expectativa é que ele aguarde a janela partidária, entre março e abril, para definir sua nova legenda, acompanhado por pelo menos dez deputados estaduais.

Ao contrário de deputados e vereadores, que podem perder o mandato em casos de infidelidade partidária, governadores, prefeitos, senadores e o presidente da República são eleitos pelo sistema majoritário. Por isso, eles têm liberdade para trocar de partido a qualquer momento, sem risco de perda do cargo.

Conte para a gente nos comentários quais impactos você enxerga com essas mudanças de sigla nas administrações estaduais, e como isso pode influenciar a política local.

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