O senador Angelo Coronel, do PSD, negou que esteja movendo peças para tomar a direção do partido na Bahia, após a chegada do governador Ronaldo Caiado à legenda. Em conversa com a Bahia Notícias na noite desta sexta-feira (30), Coronel classificou as movimentações como uma “orquestração” contra ele e Otto Alencar, presidente da sigla no estado.
Coronel afirmou não ter conversado com outros partidos e que só iniciaria tratativas de mudança se fosse expulso do PSD — cenário que, segundo ele, é improvável. Ele ressaltou que tem uma amizade de 40 anos com Otto e confia que não será expulso, mantendo a ideia de que não houve intenção de deixar a sigla que ajudou a fundar.
À Metrópoles, Otto Alencar disse que Coronel o procurou Kassab para pedir intervenção no partido, caracterizando o episódio como uma quebra de confiança entre aliados. Ele afirmou que Kassab comunicou não haver como alterar o rumo do PSD sem diálogo com a sigla.
Após a chegada de Caiado, a leitura é de que Coronel atuou nos bastidores para deslocar o PSD baiano para a base de ACM Neto (União). A movimentação ocorre em meio a insatisfações com a chapa majoritária do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que planeja uma composição puro-sangue, com Jaques Wagner e Rui Costa disputando o Senado.
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