Uma bala alojada na cabeça de Daiane Alves Souza, 43 anos, corretora de imóveis, é apontada como indicativo de homicídio praticado pelo síndico do condomínio Golden Thermas Residence, em Caldas Novas (GO). A Polícia Civil investiga conflitos entre a vítima e Cléber Rosa de Oliveira, que já respondia a ações judiciais movidas pela mulher.
Daiane desapareceu em 17 de dezembro. Não há registro de tiros no dia no condomínio, segundo a investigação. A perícia busca vestígios de sangue no prédio e no carro do síndico, sem confirmação até o momento, e a arma usada ainda não foi apresentada às autoridades. O celular da corretora foi encontrado na tubulação de esgoto da garagem, e não houve movimentações bancárias em nome dela após a data do desaparecimento.
O corpo de Daiane foi encontrado em 28 de janeiro, em uma área de mata, 43 dias após o sumiço, em estado avançado de decomposição. O próprio síndico indicou aos investigadores o local onde o cadáver estava. A investigação continua para esclarecer as circunstâncias do crime e a dinâmica do ocorrido.
Histórico de conflitos: Daiane administrava seis apartamentos no condomínio e, desde 2024, moveu 12 ações contra Cleber. O síndico também foi denunciado pelo Ministério Público de Goiás por perseguição, o que ajuda a explicar o acúmulo de tensões entre as partes.
Entre fevereiro e outubro de 2025, episódios de desentendimento foram registrados, com interrupções frequentes de serviços no apartamento da corretora, como água, energia, gás e internet. Em um desses casos, Daiane teria ido ao escritório administrativo do prédio para questionar a situação, o que gerou novo confronto.
O dia do desaparecimento teve ainda registros de Daiane gravando um vídeo que foi enviado a uma amiga, mostrando o apartamento sem energia e o trajeto até o elevador. A família relatou que a porta do imóvel havia ficado aberta, o que sugeriria que ela pretendia voltar rapidamente; no dia seguinte, porém, a porta já estava trancada.
Prisões: Cleber Rosa de Oliveira foi preso na madrugada de 28 de janeiro, investigado por homicídio, e teria confessado o crime. O filho dele, Maicon Douglas de Oliveira, também foi preso, sob suspeita de participação no assassinato. Em depoimento, o síndico afirmou ter matado a corretora após uma discussão no subsolo, dizendo ter colocado o corpo na carroceria de sua picape antes de deixar o condomínio. A versão apresentada contradiz o primeiro depoimento, no qual ele disse não ter saído do prédio naquela noite. Imagens de câmeras de segurança indicam que Cleber deixou o condomínio por volta das 20h, dirigindo a picape.
O material de investigação também mostra a presença do filho de Cleber entre os investigados, ampliando o contexto do caso. As evidências de câmeras, aliadas aos depoimentos, seguem moldando a linha de apuração até novas informações serem apresentadas pelas autoridades.










Este caso segue em investigação, com novos elementos surgindo conforme as autoridades analisam evidências, depoimentos e imagens de câmeras. A comunidade aguarda desdobramentos que possam esclarecer o que levou ao crime e quais medidas podem aumentar a segurança em condomínios da região.
Para você, leitor, a opinião importa: comente abaixo o que acha que falta para melhorar a fiscalização e a convivência entre moradores e a administração em situações de conflito como essa.
